Susana Magalhães a 9 de Setembro de 2010 às 12:59
Muito bom este post! E melhor ainda a tradução dos vídeos. Respeito as outras culturas e crenças. mas coisas destas não deviam acontecer. Como deixam que crianças sejam abusadas e ainda põe a culpa nelas? Que pouca vergonha!

Justiceiro a 9 de Setembro de 2010 às 14:50
Obrigado pela visita e pelo seu comentário!

Tudo isto apenas acontece, porque os responsáveis locais das Testemunhas de Jeová (os chamados anciãos ou pastores), são orientados a ocultar crimes por parte dos seus fiéis, tudo para “não manchar o bom nome da congregação”.

No livro “Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho” (1991), p. 137-8 (uma espécie de manual secreto e desconhecido da grande parte das Testemunhas de Jeová e apenas para uso dos anciãos) pode ler-se:
Se os anciãos souberem que um membro da congregação envolveu-se em actividade ilegal ou em algum crime sério, eles talvez não sejam legalmente obrigados a dar parte do infrator ou do delito às autoridades seculares.
Embora não seja responsabilidade do cristão fazer cumprir as leis de César, contudo, a própria natureza de alguns crimes exige que eles sejam relatados às autoridades seculares.
Pode ser necessário incentivar o transgressor a entregar-se às autoridades seculares. Antes de tomar qualquer passo neste sentido, contacte a Sociedade. Naturalmente, devem-se recapitular as últimas informações da Sociedade em tais assuntos antes de adotar um procedimento.

A Sentinela 1995 1/11 p. 28 e 29 também dá a seguinte orientação:
O que os anciãos podem fazer?
E se a pessoa decidir fazer uma acusação formal? Nesse caso, os dois anciãos poderão lembrar-lhe que, em harmonia com o princípio em Mateus 18:15, ela deverá conversar pessoalmente com o acusado sobre o assunto. Se não estiver em condições emocionais de confrontar o acusado, poderá telefonar-lhe ou enviar-lhe uma carta. Assim ele tem a oportunidade de defender-se da acusação, perante Jeová. E pode até apresentar evidências de que é impossível que tenha cometido o abuso de que é acusado. Ou talvez confesse o erro e possa haver uma reconciliação, o que seria muito positivo! Se ele confessar a culpa, os dois anciãos poderão tratar do assunto em conformidade com os princípios bíblicos.
Se o acusado negar a culpa, os anciãos deverão explicar a quem fez a acusação que nada mais poderá ser feito em termos judicativos. E a congregação continuará a considerar o acusado como inocente. A Bíblia diz que é preciso haver duas ou três testemunhas para que alguma ação judicativa seja tomada. (2 Coríntios 13:1; 1 Timóteo 5:19) Mesmo que mais de uma pessoa se “lembre” de ter sido abusada sexualmente pelo mesmo indivíduo, a natureza dessas lembranças, se não há outras evidências, é incerta demais para servir de base para decisões judicativas. Isso não significa que essas “recordações” sejam encaradas como falsas (ou como verdadeiras). Simplesmente os princípios bíblicos precisam ser acatados ao se resolver um assunto judicativamente.
É com estas leis internas que funciona o mundo das Testemunhas de Jeová.
E se o acusado — embora negue a transgressão — for realmente culpado? Será que ele vai “se livrar dessa”? De jeito nenhum! A questão de ele ser ou não culpado pode ficar, com toda a segurança, nas mãos de Jeová. “Os pecados de alguns homens manifestam-se publicamente, conduzindo diretamente ao julgamento, mas, quanto a outros homens, os pecados deles também se tornam manifestos mais tarde.” (1 Timóteo 5:24; Romanos 12:19; 14:12) O livro de Provérbios diz: “A expectativa dos justos é alegria, mas a própria esperança dos iníquos perecerá.” “Quando morre um homem iníquo, perece a sua esperança.” (Provérbios 10:28; 11:7) Em última análise, Jeová Deus e Cristo Jesus proferirão com justiça a sentença eterna. — 1 Coríntios 4:5

Gosto particularmente da parte onde refere que é preciso ter 2 ou três testemunhas para avançar com uma acção judicativa… Primeiro basta ao violador negar, ou no pior dos casos, dizer que está arrependido, para que a ocorrência seja simplesmente arquivada. Depois chega a parte caricata de tudo isto: quem é o violador que abusa das suas vitimas em frente a 2 ou 3 pessoas!? Tudo está pensado para que não haja lugar a muito alarido. Nas Testemunhas de Jeová quem sai sempre prejudicado, são as vitimas. Sempre.
Tenho dito.


Susana Magalhães a 10 de Setembro de 2010 às 10:52
As TJ são uma ceita, onde tudo está preparado para não falhar. E mesmo quando falha existem regras para que não sejam reportados os crimes. Conheço quem é TJ, mas ainda não veio pregar para a minha freguesia e ainda bem!

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