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publicado por Justiceiro, em 12.06.10 às 13:45link do post | | | favorito

       Os amigos são para as ocasiões, e em tempo de crise, uma ajudinha vem sempre a calhar!

 

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publicado por Justiceiro, em 08.06.10 às 00:48link do post | | | favorito

        Estava-mos nos finais da década de 80, o meu primo Tony, o Paulo Macaco (como o nome indica, um autentico símio!), o Jorge Luís (com o seu cabelo que mais parecia uma mitra!), e eu, partilhava-mos a mesma paixão: a Dulce Pinheiro (que na verdade não se chama Pinheiro. Porquê, não me recordo). A Dulce era a nossa fonte de inspiração, o nosso tema de conversa, a nossa musa... O que fazer para poder aproximar a deusa? Convidá-la para uma saída até a discoteca, estava fora de questão. Discoteca rimava com coisa impura, nojenta, onde o mal estava presente... Como estávamos explicitamente proíbidos de visitar tais locais mundanos, dávamos por vezes na garagem de um de nós, uma festa a que carinhosamente chamava-mos de: convívios... Eu sei, convívio parece coisa de atrasados mentais, mas estávamos expressamente proibidos de chamar "festa" aos nossos ajuntamentos (soava a coisa pagã). Convidava-mos toda a maralha que conhecia-mos para (lá está), convivermos! Confesso que olhando para trás aquilo era, como que a modos, de uma valente azeiteirada. Atenção, desengane-se quem pense que a malta aproveitava essas ocasiões, para estreitar melhor a nossa relação com alguma moçoila... Nada! Erramos proibidos de dançar essa coisa do Demo, que são os slow's! Dançar agarradinhos, era meio caminho andado para a fornicação! Nos nossos "mega convívios", tínhamos sempre alguém "responsável", que olhava por nós (a juventude frágil e ingénua...), e que não nos deixava cair em tentação! Um espécie de provedor do convívio (!), que nos dizia até onde podíamos ir, e o que dançar... Depois veio essa coisa, directamente das entranhas da terra, a música mais ouvida no inferno, uma dança apadrinhada por Satanás: a Lambada! Bem, aí, o simples facto de escutar tão repugnante música, dava quase direito a ser executado logo ali!

 

Resumindo, uma autêntica ditadura e uma palhaçada bem ao nível de um grande circo internacional (para bom entendedor, meia palavra basta...)! Quão ingénuos nós éra-mos (e alguns continuam a se-lo). Quão fácil era manobrar as nossas pequenas mentes, ao sabor de alguns atrasados mentais, que gostavam de sentir algum poder, por conseguir que meia dúzia de "inocentes" os obedecessem.

 

O que recordo de bom dessa década? A música, que me faz lembrar que embora tenha perdido o melhores anos da minha vida, vou sempre a tempo de recuperar alguma coisa... 

 

 

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publicado por Justiceiro, em 09.03.10 às 11:08link do post | | | favorito

 

       Depois de muito lamento, parece que finalmente voltou o sol. É que vendo bem as coisas, isto de acordar e deitar com o tempo cinzento, dá cabo da moral a um qualquer cristão (mesmo que esse não acredite em Cristo!)! Tudo isto para dizer o quê? Fácil. Não sei muito bem porquê, mas este blogue embora seja visitado por muitos homens, nunca esses deixam ficar aqui um comentário (ou quase nunca). Talvez seja alguma fobia dessa raça, o medo do verdadeiro macho que é aqui o Talhante, e convenhamos, nenhum homem que se preze, gostaria de encarar com o Justiceiro (o verdadeiro!)! O que é que isto tem a ver com o sol? Nada. Mas apeteceu-me! Mas toda esta conversa tem um propósito... Como quem escreve aqui quase sempre é do sexo feminino, queria pedir as meninas que visitassem, e porque não, deixassem um comentário nesse blogue especialmente dedicado a esse bicho complexo (e estranho!) que é a mulher! O blogue é da minha amiga (e noiva!) Graça, que está agora a começar a vida nestas andanças da blogosfera... Portanto, a todas as mulheres que por aqui passam e aquelas que regularmente deixam aqui umas postas de pescada, por favor, visitem lá o blogezinho da rapariga, que por acaso até é interessante! A morada é esta:

http://fondueparadois.blogspot.com/

Obrigado e um bem haja a todas!

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publicado por Justiceiro, em 06.02.10 às 18:00link do post | | | favorito

 

       Talvez por ser sexta-feira, ontem senti-me um pouco cansado (devido ao grande esforço físico e psicológico a que sou submetido diariamente no meu emprego!) e sempre que chega o fim-de-semana o meu cérebro já não raciocina a sua velocidade normal (ou seja, a de um qualquer cientista prémio Nobel!). Ao final da tarde recebi uma mensagem, via telemóvel, de uma amiga (a Sónia), que me deixou a pensar durante mais de três horas e meia. Ainda hoje estou sem saber quais as reais intenções da moça… Deixo aqui a nossa breve troca de SMS.

 

Sónia -  Já tens fantasia?
Eu -  Já. É com duas gajas, dentro de um elevador.
Sónia - 
Ooooh! Lol

      

       Perante isto, o que posso eu dizer!? Ninguém explica, e eu ainda não tenho o dom de adivinhação...

 

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publicado por Justiceiro, em 17.01.10 às 04:56link do post | | | favorito

      

     

       Certa vez alguém quis fazer-me acreditar que era impossível ter-se verdadeiros amigos. Os amigos genuínos, pura e simplesmente não existem… Esses mesmos apenas subsistem para levarem algo nosso em troca… Quão enganado eu fui… Sempre achei ser impossível ter amigos que não tivessem outra coisa em mente senão o interesse por alguma coisa. Hoje, mais uma vez, verifiquei que sempre estive errado. Foi bom ver todos aqueles que eu mais prezo, estarem reunidos a volta de uma mesa a confraternizar. Nunca pensei que uma simples folha de papel com uma dedicatória de todos eles me comovesse tanto… Ler as palavras (genuínas) de quem realmente se importa comigo, teve um sabor inesperado. Com o passar dos anos começa-se a dar valor a pequenas coisas, e aquela lista de dizeres, meia amachucada, foi a prova de que realmente os amigos existem. Pequenas palavras valem mais do que mil presentes… A todos os meus amigos: obrigado.

 

Fui também surpreendido com uma prenda deveras original, e no mínimo inesperada… Há alguns meses que não estou com a minha madrinha e ao vê-la achei-a diferente… Estava bonita como sempre, mas havia "algo" nela, alguma coisa que a tornava diferente, o quê, não sabia... Então o meu padrinho (talhante!) deu-me a notícia que iria ser pai. Como de costume, não sou muito expressivo nestas coisas e a minha felicidade não se fez notar. Adorei a boa nova… Sei que ele está feliz no seu novo papel de “meio pai” (o outro meio é quando o miúdo nascer!), e amei ver a mamã já com aquelas poses típicas de quem vai ser mãe! Haverá alguma coisa mais bonita de que ver uma mulher grávida? Acho que essa nova etapa das suas vidas conferem-lhes uma sensualidade apenas vista nestes momentos. Elas deixam de ser bonitas para passarem a serem belas… Vera e Pedro: parabéns.

 

 No passado perdi gente que realmente amava (e ainda amo muito), mas hoje em dia ganhei novos amigos e uma nova família que tem estado presente nos bons e maus momentos. Com todos eles aprendi uma realidade: os amigos existem.

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publicado por Justiceiro, em 22.09.09 às 18:42link do post | | | favorito

Oh cala-te, expressão geralmente usada para tentar silenciar alguém. Mas quando uma pessoa teima em usar esse termo em quase todas as frases que emprega, aí a história ganha outra dimensão!

 

“Sónia já viste que amanha vai chover?” – “Oh cala-te, eu queria ir para a praia”.

“Sónia essas calças não te favorecem!” – “Oh cala-te, gosto bem delas”. Etc., etc.

 

Mas porquê que a Sónia é assim? O que levará a Sónia a pronunciar sistematicamente tal palavra? Será algum trauma de infância? Algum desgosto de amor? Não (mais ou menos!). Recentemente descobri o porquê da menina usar essa expressão de maneira tão corriqueira.

 

Desde a sua mais tenra infância que Sónia (Sónia cala-te para os amigos!) sonhava com o céu as nuvens e os pardais! Sonhava poder voar como um passarinho. Mas como é do conhecimento de todos (julgo eu), a não ser que seja ajudado por alguma máquina, o ser humano não tem a habilidade de voar! Mas Sónia nunca se importou com tal facto e decidiu que um dia iria conseguir sobrepor esse obstáculo… Foram várias as tentativas, desde atira-se do berço, passando mais tarde, e já na faculdade, a mandar-se do seu velho Fiat Uno (todo podre), em andamento. Escusado será dizer que a mesma sofreu algumas contusões. A vida não corria de feição para a já agora adulta Sónia. O que mais tinha ela de fazer para conseguir voar? Será que o seu sonho de bebé não se iria concretizar? Sónia chorava compulsivamente por pensar que jamais conquistaria o céu.

 

Num bonito sábado de Maio, Sónia conheceu alguém que finalmente poderia ensina-la a voar… A menina andava feita barata tonta. Era vê-la andar de um lado para outro falando sozinha. Os seus olhos brilhavam de alegria e tudo o que a Sónia dizia parecia sair dum conto de fadas. Ela estava diferente… Existia agora uma razão para a Sónia viver e algo a levava a ter essa alegria toda. Mas o que seria? Nós, os amigos, nada sabia-mos e a nossa preocupação começava a aumentar. Foram várias as vezes que tentamos descobrir o porquê de tal mudança mas sempre em vão.

 

Um dia Sónia finalmente levantou uma pontinha do véu. Ela estava apaixonada por um pára-quedista. Atenção, não um pára-quedista qualquer ranhoso e bruto, daqueles cheios de tatuagens e com a mania que são maus. Nada disso. Um pára-quedista todo muito sensível, daqueles com cheirinho a água de colónia e tudo (parecia quase uma gaja, mas em versão gajo!). Um pára-quedista com pára-quedas e tudo. Sim, por muito incrível que possa parecer, o tal pára-quedista nunca largava o seu pára-quedas, andando com ele como se fosse uma mochila. Era bonito de se ver. Parecia um menino que ia para a escola com a mochilinha! Só lhe faltava o desenho do Noody atrás… Sónia estava perdida de amores… 

 

Num bonito domingo estávamos todos à espera que a Sónia aparecesse quando finalmente… chegou. Chorava, chorava, chorava... O que se terá passado?

­­­­- “Que tens Sónia”, perguntei eu.

- “Olha cala-te”…

Não estava fácil. Isto de lidar com mulheres sensíveis já se sabe como é!

-“Sóninha, levas-te no corpo” (pelo menos parece que não lhe pisaram a cara o que já não é muito mau)?

Nada. Que nojo de gaja (não fui eu que pensei)! Depois de mais de uma hora à volta da chorona, eis que subitamente ouve-se a Sónia a murmurar. 

- Calem-se que parece que ela está a falar, disse eu (é que parecendo que não, sou o único no grupo que realmente se importa com as mulheres. Também mau era!).

- “Ele não me quis emprestar o pára-quedas”.

-“Uie, uie, uie repete lá isso”.

- “Ele não me quis emprestar o pára-quedas”…

 Finalmente tudo fazia sentido.

 

Sónia vira no pára-quedista uma maneira fácil de poder realizar o seu sonho, mas tal não foi possível. Ela tinha conhecido um gajo com uma panca ainda maior do que a dela. Um homem completamente alucinado. Além de partilhar o mesmo gosto de voar, o pára-quedista era um agarrado e um ser completamente egoísta, incapaz de partilhar fosse o que fosse, muito menos o seu pára-quedas, esse mesmo que parecia fazer parte do seu corpo. Sónia tinha-nos confidenciado que ele levava o pára-quedas para a cama e que dormia com ele. O que estaria ela a espera de um individuo assim?

 

Agora todos tentamos apoiar a Sóninha na sua luta constante, evitando que ela se aproxime de mais de alguém que se queira aproveitar da sua fraqueza. Claro que não está a ser fácil para ela. Ainda bem recentemente no festival Red  Bull Air Race, a Sónia teve uma recaída. Era vê-la a acenar e a correr atrás dos aviões feita maluquinha com um enorme cartaz que dizia: deixa-me voar contigo.

 

Esta história é do mais verídico que possa existir e pode ser confirmada por qualquer pessoa amigo da Sónia. Ainda temos uma pequena esperança que um dia a Sónia voltará a ser uma pessoa normal e que se deixe destas tristes cenas...

 

Sónia, as melhoras para ti e põe-te boa rapidamente.

 

 

PS. Eu avisei-te Sónia, para a próxima não me mandes calar! {#emotions_dlg.brrrpt}

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