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publicado por Justiceiro, em 23.08.10 às 20:31link do post | | | favorito
 

 0.03 (Enxerto do DVD Testemunhas de Jeová)

Os médicos possuem doravante técnicas eficazes, utilizáveis nos pacientes, que, por diversas razões, recusem transfusões. Pensamos que brevemente poderemos aplicar estas novas técnicas a todos.

 

0.21 (Narrador)

As Testemunhas de Jeová, navegam nestas novas descobertas científicas, para provarem aos seus adeptos que eles têm razão em recusarem transfusões. Num DVD, compilaram as entrevistas com os maiores especialistas mundiais na matéria. Este DVD de propaganda, foi condenado em França pela Academie Nationale de Medicine (Academia Nacional de Medicina) que denuncia banalidade e aproximação. O doutor Van de Linden, médico de renome internacional, participou no DVD. Foi ele manipulado?

 

0.52 (Professor PhilippeVan de Linden)

Não tive essa sensação, se a tivesse acho que não tinha participado. Os meus colegas não teriam participado também… É evidente, e lamento, que de vez em quando os médicos não se apercebam de todas as implicações que as suas diligências podem ter. As diligências foram claramente destinadas a informação, primeiramente aos meios médicos e depois ao paciente, mas não exclusivamente ao paciente Testemunha de Jeová.

 

1.27 (Narrador)

Nicolas sente-se vítima de uma manipulação. Depois de aprender todos os argumentos nas Testemunhas de Jeová, apoiou pais em França, que recusaram dar sangue a sua filha que sofria de leucemia.

 

1.42 (Nicolas Jacquette ex Testemunha de Jeová)

Os pais não queriam que ela levasse uma transfusão. E todos nós, porque ainda era uma Testemunha de Jeová naquela época, apoiávamo-los. Enviávamos letras, postais, estávamos constantemente no hospital dizendo aos pais que era uma boa decisão, que tinham de ser firmes, porque mesmo se o pior viesse a acontecer, eles tornariam a encontra-la no paraíso. Os pais nunca tiveram muita noção do que estava a acontecer, deixando-se levar por esta multidão de pessoas, que lhes diziam que estavam a fazer a escolha certa, que mais valia ela morrer de que levar sangue. Ficamos completamente cegos no meio de tudo isto. Num domingo de manhã, no inicio de uma reunião no salão, a pessoa que faz a introdução para essa mesma reunião disse que tinha algo a anunciar. Ele disse o seguinte: “Antes de começarmos esta reunião, é com tristeza que anuncio o desaparecimento da pequena Lea, que faleceu a noite passada. Mas no seu último momento de consciência ela pediu aos médicos para não levar transfusões.” Fico sempre emocionado quando falo disto, porque pergunto-me: como é possível ter um tal discurso? Como é que se pode dizer que uma criança não é manipulada, quando aos 16 anos e no seu último momento de consciência, diz que não quer transfusões? Sim é perigoso. 

 

3.00 (Narrador)

Os perigos que denuncia Nicolas, foram ouvidos por uma Comissão Parlamentar francesa sobre as seitas e os menores. No relatório entregue por esta comissão em 2006, as Testemunhas de Jeová foram apontados do dedo diversas vezes.

 

3.17 (Philippe Vuilque, relator da comissão parlamentar)

Em qualquer lugar onde não haja respeito pela pessoa humana, as crianças estão em perigo. Isso acontece nas Testemunhas de Jeová, como relatamos no nosso relatório parlamentar, mas não é exclusivo deles. Também existe esses comportamentos em outras organizações. O que nós queremos é preservar as leis francesas e a integridade da pessoa, inclusive a da criança.

 

3.36 (Narrador)

Na Bélgica, os parlamentares também trabalham neste assunto. Depois de um primeiro relatório sobre as seitas em 1997, um grupo de trabalho fez novas recomendações em 2006.

 

3.48 (André Frédéric Presidente do grupo Parlamentar)

A partir do momento em que se proíbe uma criança de ter um relacionamento com outro membro da família, porque esse não está na organização, ou que se proíbe uma criança de ter um desenvolvimento afectivo e harmonioso no meio escolar, porque não podem participar em festividades, na minha maneira de ver, está-se a impedir o desenvolvimento harmonioso de uma criança que deverá ser amanhã um adulto responsável e livre.

 

4.11 (Malika Attar Jornalista)

A este estado da sua investigação Catherine, temos a sensação que o mundo político tem bem a noção do perigo que representam as Testemunhas de Jeová e por conseguinte, também para as crianças, mas temos impressão que as coisas não estão a evoluir.

 

4.23 (Catherine Lorsignol Jornalista)

Existe bem uma proposição de Lei que foi depositada por André Frédéric. Essa lei permitiria de perseguir os autores de destabilização mental. Bem, é claro que não é ainda para amanhã, e as vitimas deverão esperar que essa lei entre em vigor.

 

4.37 (Malika Attar Jornalista)

Pode-se dizer que as vítimas não estão protegidas pela lei, pela justiça. Para quem podem elas virarem-se para serem ouvidas?

 

4.46 (Catherine Lorsignol Jornalista)

Existem associações na Bélgica, em França, também as há nos Estados Unidos, onde um certo Bill Bowen criou há alguns anos, uma associação que denuncia as Testemunhas de Jeová. Ele viaja pelo mundo inteiro para explicar o que se passa na organização das Testemunhas de Jeová. É possuidor de uma lista de presumíveis pedófilos, lista essa que incomoda muito os responsáveis pela organização.

 

5.10 (Malika Attar Jornalista)

Que legitimidade tem esse senhor, ele conhece bem o mundo das Testemunhas de Jeová?

 

5.15 (Catherine Lorsignol Jornalista)

 Até se pode dizer mesmo que ele conhece muito, muito bem esse mundo, porque ele foi Testemunha de Jeová durante muitos anos e até ocupou cargos de responsabilidade no seio da Watchtower. Chegou a frequentar cursos para aprender a gerir uma congregação. Portanto ele é possuidor de informações em primeira mão, sabe do que está a falar e é isso o que aborrece os responsáveis das Testemunhas de Jeová.

 

5.48 (Narrador)

O mundo associativo também se preocupa. Em 29 de Setembro de 2008, um colectivo de associações, teve encontro na Comissão Europeia. Vieram denunciar factos ainda mais preocupantes.

 

6.04 (Charline Delporte Presidente da ADFI, Associação da defesa da família e do individuo) 

Pedimos para sermos recebidos pelo presidente da Comissão Europeia, para falarmos sobre o lado escondido desta organização americana das Testemunhas de Jeová. Queremos falar das agressões sexuais, entre outras. É claro que existe muitos outros assuntos, mas esta faceta ainda está muito escondida. Hoje temos vontade de gritar alto e em bom som, porque estar calado era ser cúmplice.

 

6.34. (Bill Bowen Presidente da Silentlambs, Associação de defesa das vitimas de abusos sexuais dentro da organização das Testemunhas de Jeová)

Silentlambs, a minha organização, foi contactada os últimos 8 anos, por 7 mil vítimas desta religião. Queremos ser os seus porta-vozes, e não mais uns cordeiros silenciosos.

 

6.50 (Narrador)

Bill Bowen conhece bem os princípios das Testemunhas de Jeová. Ele praticou-os durante 40 anos nos Estados Unidos, e tinha mesmo responsabilidades no seio da organização. Hoje, acusa as Testemunhas de Jeová de não denunciarem os pedófilos para proteger a reputação da Watchtower. Quando Bill Bowen descobriu tal prática, demitiu-se.

 

7.18 (Bill Bowen ex Testemunha de Jeová)

Eu não fiz nada de errado. Demiti-me porque não podia mais fazer parte desta comunidade. Eles reabilitaram alguns pedófilos, e mostraram-nos como um exemplo na congregação. Fui procurar os anciões para lhes dizer que eles estavam a proceder mal. Não podia mais suportar assistir as reuniões e ver esses pedófilos protegidos.

 

7.44 (Narrador)

Mais inquietante ainda, Bill Bowen afirma ter descoberto a existência de uma longa lista de pedófilos, secretamente escondido na sede mundial da Watchtower.

 

7.57 (Bill Bowen ex Testemunha de Jeová)

3 pessoas contactaram-me. Uma disse-me mais de 20 000, uma outra disse-me 23 720, e uma terceira veio com números um pouco mais acima que os anteriores. Neste estado, eu sabia que tinha um número certo. É o que denuncio no meu site Silentlambs. Pedi a casa mãe de me corrigir se não tivéssemos os números exactos. E mais ou menos um ano depois, numa reportagem da BBC, eles disseram que não tinha sentido estar a dar números concretos da sua base de dados.

 

8.39 (Narrador)

Bill Bowen e as associações Francesas e Belgas, continuam a sua cruzada de informação. Direcção França. Cemitério de Saint-Dié-des-Vosges, eles depositam uma coroa de flores na campa de Joelle Daouas. Esta ex Testemunha de Jeová suicidou-se em 2006, tinha 30 anos. Violada aos 12 anos por uma Testemunha de Jeová da sua congregação, nenhuma queixa foi feita na época.

 

9.08 (Charline Delporte )

Temos imensos casos em França e no resto do mundo, Bill está aqui para falar disso. Esta mulher representa milhares de jovens que guardaram este segredo e isso é uma coisa inaceitável e tenho de dizer que isto tem de acabar de vez.

 

Fim vídeo 5

 

 

 

 

 0.13 (Narrador)

Myriam é a irmã mais velha de Joelle. Ela não tinha conhecimento do calvário da sua irmã no momento dos factos. Hoje revoltada, ela volta ao lugar onde Joelle colocou termo a vida, precisamente um mês depois de finalmente fazer queixa do seu agressor, de à 18 anos atrás.

 

0.36 (Myriam)

É aqui. Colocou-se frente ao campo com o seu pequeno carro amarelo, fechou-se no seu interior, colocou um CD, ouviu música… Tinha uma garrafa de gás, álcool e comprimidos… e… deixou-se morrer. Foi aqui, na sua cidade natal, que ela foi violada pela primeira vez por uma Testemunha de Jeová. Eu penso que ela queria dar ainda uma última prova.

 

1.13 (Narrador)

Joelle cresceu numa família numeroso, nesta pequena aldeia des Vosges. Ela e as irmãs, seguiam a sua mãe nas Testemunhas de Jeová. Todos os domingos de manhã, acordava cedo para preencher o seu dever de pregação. Um amigo da família vinha busca-la a casa. A pequena criança começava ali um circuito interminável.

 

1.34 (Myriam)

Todos os domingos ela sabia o que a esperava. Com 12 anos deixamos facilmente manipular-nos e levar nestas coisas.

 

1.53 (Narrador)

Em vez de anunciar a palavra de Jeová de porta em porta, esse homem levava-a para o sótão dos prédios de uma rua comercial, para viola-la. Um inferno que se repetia incansavelmente todos os domingos.

 

2.18 (Myriam)

Não me sinto muito bem, sabendo o que ela passou nestes cantos sombrios e sujos… as suas primeiras experiencias sexuais não deviam ter tido lugar aqui, nem da forma que foi. É triste.

 

2.44 (Narrador)

Apenas dois anos mais tarde, a mãe fala do assunto aos anciãos. Os anciãos são os responsáveis locais ao nível da congregação. Eles convocam uma comissão judicativa: estancia disciplinar para resolver os litígios entre Testemunhas de Jeová. Por duas vezes, Joelle será ouvida pela comissão.

 

3.11 (Myriam)

Ela narrou todos os factos. Os locais dos acontecimentos, a maneira, os gestos que ele fazia, as posições que ele tomava, a violência que ele exercia nela… ela contou mesmo tudo.

 

3.26 (Jornalista)

O que decidiram depois da comissão judicativa?

 

3.30 (Myriam)

Pegaram no dossier, fecharam-no, arquivaram-no, ponto final. Ele não tinha confessado, eles não tinham provas e ele era Testemunha de Jeová.

 

3.39 (Narrador)

Os anciãos deram assim um conselho a mãe de Joelle…

 

3.45 (Myriam)

A minha mãe não fez nenhuma queixa na polícia. Ela ouviu as Testemunhas de Jeová, que disseram que não devia ir a polícia. Portanto, a minha mãe não fez nenhuma denúncia.

 

3.53 (Narrador)

Encontramos um dos membros dessa comissão judicativa. Para ele, tudo se passou com normalidade.

 

4.01 (Testemunha de Jeová membro da comissão, filmado em câmara oculta)

Se tivéssemos a certeza, tinha-mos ido a polícia, mas nós não podíamos ir a polícia.

 

4.07 (Jornalista)

Porquê?

 

4.08 (Testemunha de Jeová)

Porque era uma suspeita.

 

 

4.10 (Jornalista)

E você, porque não o fez? Era possuidor de informações.

 

4.14 (Testemunha de Jeová)

Que informações?

 

4.15 (Jornalista)

Que existia um problema.

 

4.18 (Testemunha de Jeová)

Mas que problema?

 

4.19 (Jornalista)

Que havia uma acusação.

 

4.20 (Testemunha de Jeová)

Dizem-nos tantas coisas, que não faríamos mais nada sem ser ir a polícia. São os pais que deviam ter reagido, não nos cabe a nós. Aliás, foi o que lhes dissemos.

 

4.30 (Jornalista)

E vocês disseram que deveriam fazer queixa?

 

4.33 (Testemunha de Jeová)

Dissemos a mãe. A filha estava presente. Mas foi sobretudo a mãe que dissemos: é preciso ir a polícia se está mesmo convicta.

 

4.41 (Myriam)

Nada disso. A minha mãe tinha-o feito. Desde 69 que ela está nas Testemunhas de Jeová. Ela é muito vulnerável e muito influenciável. Só vê com os olhos das Testemunhas de Jeová.

 

4.52 (Narrador)

Depois de várias tentativas de suicídio, uma vida decomposta, e um estado permanente de depressão, Joelle acaba por fazer queixa, pouco antes de prescrever. Um mês depois suicida-se. O suspeito, os anciãos e a mãe da vítima, foram interrogados e libertados até ao fim da instrução… fase instrutória essa ainda em curso.

 

5.22 (Narrador)

Em Bruxelas, Bill Bowen deseja saber mais sobre a situação Belga. Foi recebido na sede nacional (das Testemunhas de Jeová) pelos responsáveis que afirmam denunciar sempre casos de pedofilia.

 

5.34 (Responsável Testemunha de Jeová 1)

É sistemático. Oiça, não o posso dizer numa outra língua. Fazemo-lo sistematicamente quando isso acontece. Sis.. te..ma…ti…ca…mente.

 

5.44 (Responsável Testemunha de Jeová 2)

Demos instruções muito claras, aos responsáveis das nossas congregações, quando existe algum caso.

 

5.52 (Narrador)

As Testemunhas de Jeová denunciam sempre? Devemos acreditar no que dizem ou escrevem? Eis o que podemos ler numa “Sentinela “ de 1995: “Se existem boas razões para acreditar que o presumível agressor continua a cometer agressões na criança, será talvez necessário admoesta-lo. Se for este o caso, os anciãos da congregação podem fornecer ajuda. Mas se esse não for o caso, não se precipite. Com o tempo, talvez verá que não será preciso dar continuidade ao assunto”.

 

6.23 (Jacques Luc ex Testemunha de Jeová)

Agora as vítimas podem fazer uma queixa. Mas também lhes é dito para não denunciar, não acusar os seus irmãos. Bem, mas vou na mesma fazê-lo. A minha consciência diz para fazê-lo… Mas serei muito mal visto perante as autoridades da congregação. Porque além de denunciar o meu irmão, como eles dizem, manchei o nome da organização de Jeová.

 

6.56 (Narrador)

Em Bruxelas, os responsáveis reafirmaram-nos, por telefone, que avisavam sistematicamente as autoridades. Para eles, nós percebemos mal a “Sentinela” de 1995.

 

7.08 (Responsável Testemunha de Jeová)

Nós temos muitas publicações que foram feitas estes últimos anos, demonstrando que é preciso denunciar o agressor. Vou-lhe enviar alguns documentos, que a ajudará a verificar que o nosso ponto de vista, é um ponto de vista maravilhoso.

 

7.26 (Narrador)

Recebemos bem essas publicações. Mas nada nesses documentos prova que as Testemunhas de Jeová aconselham a denúncia em caso de agressão sexual. Pelo contrário. Na correspondência que nos enviaram, os responsáveis Belgas esqueceram-se de mencionar a existência desta carta, enviada a todas as congregações Belgas.

 

7.48 (Jacques Luc ex Testemunha de Jeová)

É dito aqui que: “quando um membro da congregação é acusado de agredir uma criança, os anciãos devem imediatamente entrar em contacto…” com quem? Com as autoridades? Não. “…com os serviços jurídicos da Sociedade (sociedade Torre de Vigia ou watchtower)… Na Bélgica as autoridades respeitam o segredo de uma confissão recebida por um ministro do culto…” e eles dizem-se ministros do culto. “…um ancião que recebeu tal confissão, não se encontra na obrigação, em virtude do segredo moral da confissão, de revelar os factos as autoridades.”

 

8.38 (Narrador)

Apesar da existência destes documentos, os responsáveis das Testemunhas de Jeová vão ainda mais longe nas suas afirmações. Eles querem-nos convencer que não existe nenhum caso de agressão sexual nas congregações Belgas. Mas nós encontramo-los. Anastacia refugiou-se em Bruges, depois de viver um calvário na congregação de Arlon. Abusada aos 14 anos por uma Testemunha de Jeová, ela diz não ter sido ouvida.

 

9.10 (Anastacia ex Testemunha de Jeová)

Para mim, nunca acreditam nas vítimas. São como crianças, capturadas numa armadilha… assim como os ratos que caiem sozinhos na armadilha. Eu penso que se começarem a agredir também as outras crianças, se esconderem esses feitos, isso vai ter que acabar.

Fim vídeo 6

 

 

 

 

 

0.04 (Narrador)

Na época, Anastacia não ousou dizer nada aos seus pais. Foi na polícia que ela confiou, e que imediatamente fez queixa. As Testemunhas de Jeová reagiram.

 

0.19 (Anastacia ex Testemunha de Jeová)

Isso perturbou-os um pouco, porque para eles é uma má imagem que se dá, é mau para a congregação.

 

0.28 (Narrador)

Rosalia Heise, frequentava também a congregação de Arlon. No período a que se refere este assunto, os pais de Rosalia desabafaram com ela

 

0.39 (Rosalia Heise ex Testemunha de Jeová)

Os pais receberam a visita de 2 anciãos, porque a criança tinha feito uma denúncia. Eles foram a casa, para que a queixa seja retirada. Eles vieram pedir uma opinião. Eu disse: Não se pode retirar uma queixa, temos que denunciar casos de pedofilia.

 

1.03 (Narrador)

O caso foi arquivado. Mas Anastacia não é um caso isolado. Déborah viveu a mesma história.

 

1.14 (Déborah Cassart ex Testemunha de Jeová)

Eu fui abusada dos 8 aos 9 anos por uma Testemunha de Jeová. Nunca eles disseram aos meus pais que deviam fazer uma queixa e que era isso que tinha de ser feito. Nunca. Desaconselharam-nos porque sujava o nome de Deus. Era preciso calar-nos. Só mais tarde percebi porque tinha-mos de nos calar… eu não era a única.

 

1.41 (Narrador)

Recenseamos outros testemunhos idênticos, e vários ministérios públicos do país, foram alertados para situações similares. Relativo aos casos de abusos sexuais, as Testemunhas de Jeová têem uma dupla linguagem. De facto é difícil libertar-se dos princípios da Watchtower. As ex Testemunhas de Jeová que nós encontramos, pagaram um preço elevado. Mas todas tomaram as rédeas das suas vidas. Os camaradas de turma do Nicolas, assistiram a sua metamorfose.

 

2.14 (Colega de Nicolas)

No inicio quando te conhecemos eras liso… estavas formatado, melhor… muito, muito formatado. Falavas bem de mais, eras brilhante de mais. Não era normal para um adolescente de 15 anos.

 

2.30 (Nicolas Jacquette ex Testemunha de Jeová)

Eu sou eu. Agora sou eu próprio. Pela primeira vez eu sou quem deveria sempre ser, e não aquela personalidade que me queriam impor. Queriam que eu fosse um perfeito pequeno pregador, um soldado de Jeová.

 

2.44 (Déborah Cassart ex Testemunha de Jeová)

Dizem-nos que quando se deixa o povo de Deus, não podemos ser felizes, seremos infelizes. Comigo é ao contrário. Eu saí, tive as minhas depressões, graças as Testemunhas de Jeová, consegui levantar-me e agora sou feliz, graças ao meu marido e aos meus filhos.

 

3.04 (Lisa Taibi ex Testemunha de Jeová)

Dizem que a serenidade não tem preço, portanto eu tive de pegar na minha liberdade e reconstruir-me. Tive de aprender a reconhecer-me, a encontrar-me.

 

3.16 (Jacques Luc ex Testemunha de Jeová)

Lamento ter sido manipulado, mas lamento ainda mais, eu próprio ter sido um manipulador. Isto é, desempenhar um papel e transmitir essa manipulação aos outros.

 

3.38 (Malika Attar Jornalista)

Acabamos de ouvir Catherine, os testemunhos das vítimas que encontrou, são verdadeiramente pungentes. Mas gostaria de saber se essas pessoas são ameaçadas pelas Testemunhas de Jeová, simplesmente porque elas se atreveram a falar.

 

3.52 (Catherine Lorsignol Jornalista)

As vítimas foram muito corajosas por falarem nesta reportagem. Também o que é verdade, é que o hábito das Testemunhas de Jeová, é de voltar a contactar as ovelhas perdidas e de tentarem traze-las novamente. Eu própria, não sou uma ovelha perdida, mas eles tentaram converte-me. Recebi correspondência de uma Testemunha de Jeová, que talvez devo ter cruzado durante a reportagem, e essa longa carta, muito educada, muito gentil, tenta convencer-me dos benefícios dos princípios da Watchtower. Junto com a carta recebi estas publicações, que eles habitualmente deixam ficar nas caixas de correio. Talvez eles quisessem… bem não é talvez, eles queriam oferecer-me acesso ao seu paraíso eterno.

 

4.46 (Malika Attar Jornalista)

E você, vai a essa formação!?

 

4.50 (Catherine Lorsignol Jornalista)

Depois de tudo o que eu aprendi nesta reportagem, vou abster-me de responder ao convite.

 

4.56 (Malika Attar Jornalista)

Muito obrigado Catherine. Adeus.

 

Fim do vídeo 7


_^ANGIE^_ a 26 de Agosto de 2010 às 12:43
É pá tens aqui um trabalho e pêras... Não consegui ver tudo mas o pouco que vi, fiquei perfeitamente elucidada sobre aquilo que te consome a alma. Definitivamente não dá para entender...

Justiceiro a 26 de Agosto de 2010 às 23:15
O que é que não consegues entender?
Tenho dito.

_^ANGIE^_ a 27 de Agosto de 2010 às 09:46
Não dá para entender como é que pode ser preferível deixar alguém morrer a levar uma simples transfusão... Como é que não conseguem entender que se "deus" nos deu este corpo que não deve ser "profanado" também nos deu a capacidade para mante-lo e torna-lo melhor... Em fim... fanatismos, extremismos e radicalismos.

Desbrida a 27 de Agosto de 2010 às 11:51
Concordo contigo é complicado perceber como é possível nos dias de hoje existerem mentes tão limitadas, hoje não faltam meios para aceder a todo o tipo de informação... acho uma lavagem cerebral de todo tamanho mas como os testemunhas de jeová existem outras, ó pior é não conseguir perceber e não conseguir que eles percebam também a opinão oposta à deles... nunca aconteceu-me deparar-me com uma situação dessas a nível profissional, mas não iria aceitar colocar a vida de alguém em risco devido à religião, é contra o meu juramento! Contudo é complicado a nível jurídico...
Não entendo também essas formas de pensar

Justiceiro a 31 de Agosto de 2010 às 21:23
A religião cega, e há quem não se importe de morrer por achar que a morte é o caminho mais correcto a tomar... A informação existe, mas quando se está proibido de aceder a mesma, tudo é mais complicado. A manipulação mental exercida nas Testemunhas de Jeová, leva a este (e outros) extremos.
Tenho dito.

Justiceiro a 31 de Agosto de 2010 às 21:12
Extremismos que matam. Como é que podem dizer que essa "religião" não é perigosa? Sempre disse que as Testemunhas de Jeová, não são quem aparentam...
Tenho dito.

inacio a 6 de Setembro de 2010 às 09:36
se essas acusações contra as testemunha de jeova forem falsa vão ser processadas

Justiceiro a 6 de Setembro de 2010 às 11:00
Se leu bem os posts , existiu (em França) uma comissão parlamentar, provando que as práticas usadas pelas Testemunhas de Jeová são perigosas para o individuo e particularmente para a criança (não seria esperar outra coisa de uma seita).

Quanto ao pseudo processo que fala, como bem sabe (ou pelo menos devia saber), a verdade não teme a mentira...
Continuação.
Tenho dito.

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