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publicado por Justiceiro, em 16.04.12 às 14:42 | |

 

Porque é que os ateus nunca são possuídos pelo Demo? Até para se estar endemoninhado é preciso ter fé! Resumindo, ser descrente só trás vantagens!


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publicado por Justiceiro, em 05.04.12 às 00:08 | |

 

“Se Deus existisse, duvido que ele fosse capaz de odiar alguém,

Duvido que ele sequer permitisse que usassem o seu nome 

Como desculpa para a intolerância, para o preconceito

Para semear ódio e discórdia

Para esconder os seus medos

Para camuflar um ódio que, no fundo, é da própria pessoa....

Se Deus existisse, duvido que ele gostasse de homens agindo feito debilóides,

Caindo e rolando no chão,

Só para se sentirem especiais,

Para se sentirem “tocados por Deus”...

Se Deus existisse, duvido que ele gostasse de ver o homem tão crédulo,

Tão ingênuo, tão facilmente enganado,

E com essa tendência horrível de querer se manter no erro,

Não importando as evidências...

Se Deus existisse, duvido que ele fosse surdo

Ou se impressionasse com gritarias e histerias,

Duvido que ele gostasse de atitudes tão infantis....

Se Deus existisse, duvido que ele permitisse que uma única vida,

Uma única vida que fosse,

Matasse ou morresse em seu nome...

Se Deus existisse, duvido que ele gostasse de ver pessoas a aproveitar-se da inocência e ingenuidade de crianças,

Ele não permitiria que elas fossem exploradas dessa maneira torpe...

Sim, se Deus existisse

Seria tudo tão diferente...”



Autor desconhecido

 

 

 

 


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publicado por Justiceiro, em 26.03.12 às 00:34 | |

Todos nós temos as Testemunhas de Jeová como indivíduos cordiais, educados e de trato fácil. Mas a realidade é bem mais complexa. Com certeza que existirá no meio Jeovista gente bondosa, mas estas mesmas deixam-se moldar por uma doutrina castradora que lhes comanda a vida ao mais ínfimo pormenor. A palavra "ínfimo" não é exagerada, pois a vida duma Testemunha de Jeová é regulada por um sem número de regras e ditames (ver aqui), desde de como agir no dia a dia nas mais diversas situações, passando pelo tratamento a dar aos que deixaram de pertencer à religião...

Certas regras de conduta, vão até interferirem na própria vida privada e íntima dos fiéis, chegando a roçar algumas delas o ridículo. A desobediência constante dessas mesmas normas, originam a expulsão do "prevaricador".

Acontece que as Testemunhas de Jeová, são um grupo religioso, que apesar de não viverem à parte da sociedade onde se inserem, tem nos seus códigos de conduta, valores morais e religiosos que consideram superiores aos valores pelos quais a sociedade actual se rege.

Existe perseguição e discriminação por parte das Testemunhas de Jeová aos ex-membros da religião, submetidos aos processos de dissociação (abandono voluntário) e desassociação (expulsão) que vem desagregando famílias inteiras e promovendo intenso sofrimento às suas vítimas. As duas práticas impedem, por imposição de dogmas religiosos, divulgados nas publicações das Testemunhas de Jeová (ver alguns exemplos mais abaixo), a convivência familiar e social dos desassociados com membros que permaneceram na seita. As "verdades" de uma determinada religião não podem estar acima dos princípios de igualdade e liberdade de consciência religiosa, previstos na nossa Constituição. É inultrapassável o direito de optar por uma religião, ou de se desligar de qualquer uma. Ninguém pode sofrer a mínima pressão e/ ou coacção de qualquer espécie, seja proveniente de organizações públicas ou privadas posto que, se assim acontecer, está-se diante de uma franca violação aos ditames constitucionais, ferindo de morte direitos fundamentais cuja protecção, o Estado tem o dever de garantir.

Baseando-se em textos bíblicos distorcidos, e com uma interpretação errónea, o povo que se diz ser "o único representante de Deus", maltratam aqueles que já foram os seus irmãos de fé, indo ao ponto de os humilhar e de os espancar moralmente... Não raro as vezes, os ex-membros são tratados como uns facínoras simplórios, como o que de mais vil há na sociedade, ou tão simplesmente como lixo. Nada disto até seria muito grave, se tais afirmações não saíssem da boca dos próprios amigos. Mais grave ainda, é quando esses mesmos comportamentos são tidos tão simplesmente pela própria família, sejam eles pais ou filhos... Como se todo este tipo de linguajar não chegasse, as leis internas das Testemunhas de Jeová determinam que todos aqueles que sejam desassociados, ou que decidem deixar a religião por um ou outro motivo, sejam afastados, não lhes sendo possível a convivência com nenhum membro da seita, nem mesmo com a própria família. Um simples "olá" é motivo de repreensão aos que ousaram desafiar as leis internas, podendo ir até a expulsão...

Eu próprio sou fruto dessa descriminação. Sinto uma enorme angústia por não conseguir ter uma convivência normal e sadia com os meus pais e o meu próprio irmão apenas porque uma "religião" lhes ordena a virarem-me (literalmente) a cara. Não sou um caso isolado, existe milhares de pessoas nesta mesma situação, privadas da comunhão dos seus amigos e familiares em nome de uma doutrina castradora, sectária e que viola de uma forma sistemática e desavergonhada a Declaração dos Direitos Humanos:

Artigo 5.º
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanas ou degradantes.

Artigo 18.º
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 19.º
Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Artigo 20.º
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Nasci no meio Jeovista e permaneci nele durante 33 anos. Hoje, com 41, já não faço mais parte dessa denominação religiosa. Sou ateu e orgulhoso de o ser.  Sei perfeitamente como funciona os meandros da seita "Testemunhas de Jeová" e quais as suas leis internas. Muitos dirão que tudo o que se diz são invenções dos famosos "apóstatas" (no jargão Jeovista, pessoas como eu, que tentam divulgar a verdadeira faceta das mesmas), para denegrir a imagem das (quase perfeitas) Testemunhas de Jeová. Para aquelas que teimam em dizer que tudo não passa de uma invenção engendrada pelos maléficos filhos do Demo, ficam aqui algumas das inúmeras citações retiradas da literatura Jeovista.

 

"A Sentinela" de 15 de Dezembro de 1981 p. 19 "Como encarar a desassociação"

(...)"Os que se tornam 'não dos nossos' por deliberadamente rejeitarem a fé e as crenças das Testemunhas de Jeová devem ser encarados e tratados apropriadamente como aqueles que foram desassociados por causa duma transgressão" (...)

 

"Nosso Ministério do Reino" de Agosto de 2002 (Pequeno Jornal interno de acesso restrito e exclusivo para os membros baptizados)
 (...) "Evitamos também o convívio social com quem foi expulso. Isso significa que não vamos com ele a piqueniques, festas, jogos, compras, ao cinema, nem tomamos refeições com ele, quer em casa quer num restaurante.

 

"A Sentinela" de 15 de Março de 1986 p. 18 "Não dê margem ao Diabo!"

"Alguns dos que têm atitude crítica afirmam que a organização de Jeová é estrita demais na questão de cortar os contactos sociais com pessoas desassociadas. (2 João 10, 11) Mas, por que acham isso tais críticos? Será que têm vínculos familiares íntimos ou uma lealdade errónea a um amigo, que eles colocam à frente da lealdade a Jeová, e às Suas normas e aos Seus requisitos?"

 

Recentemente a revista "A Sentinela" na edição de Julho de 2011, afirma que os ex-fiéis são "doentes mentais". O artigo recomenda que os devotos devem "evitar contacto com os apóstatas" assim como um médico pede para manter distância de pessoas "infectadas com doenças contagiosas, mortal". Afirma que o objectivo dos ex-fiéis é "infectar outras pessoas com seus ensinamentos desleais". Uma associação de ex-Testemunhas de Jeová apresentou queixa à polícia do condado de Hampshire, que está a investigadar se o artigo viola as leis que punem a discriminação religiosa. Angus Robertson, um ex-ancião (pastor) da Testemunhas de Jeová, disse à polícia que é praxe da religião usar a Bíblia para intimidar os fiéis que ousam contestá-la. Rick Fenton, porta-voz da religião, negou que os devotos não possam fazer contestações, mas afirmou que quem discordar dos ensinamentos da Bíblia tem o direito de "pedir licença" (desligar-se do movimento) ", mas o que não falou foi as consequências para os mesmos.

 

Mediante todo este contexto, foi realizada este fim de semana a segunda reunião de ex Testemunhas de Jeová (ver aqui). Contactei pessoalmente a agência Lusa e convidei-a a estar presente, o que veio a acontecer. O resultado deste encontro pode ser lido no Diário de Noticias (aqui) ou no Jornal I (aqui).

Talvez outras se seguirão, é esperar que mais algum Jornal compre a noticia... Como tive ocasião de referir ontem, acho que estamos a começar a incomodar a "Santa Organização". Será assim tão difícil explicar à sociedade civil o porquê de toda esta descriminação aos seus ex membros? Por muito que nos chamem de doentes mentais, por muito que digam que somos filhos do diabo, nada justifica este tipo de tratamento. Uma coisa eu tenho a certeza: está a valer a pena todo o esforço e dedicação.


Como diz a notícia, ainda estamos numa fase muito embrionária, mas aos poucos vamos crescendo. Bem recentemente eramos apenas 4, contra já alguma centena de inscritos no nosso Fórum...

 

Para ter acesso ao Fórum, clique aqui.

 


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publicado por Justiceiro, em 24.03.12 às 00:25 | |

 

À semelhança do que aconteceu há alguns meses atrás (ver aqui), vai realizar-se hoje (24 de Março) na cidade do Porto, mais uma reunião de dissidentes da seita “Testemunhas de Jeová”. Por inúmeras vezes, referi neste espaço o tratamento desumano que é dado a todos os membros que deixam de pertencer a essa denominação religiosa. Ser uma Testemunhas de Jeová é carimbar o passaporte para uma eventual ostracização. Se por algum motivo, um fiel deixar de pertencer a esse bando, verá todos os seus amigos e família afastarem-se, deixando de ter o direito de conviverem e até mesmo um simples “olá” lhe será negado.

 

Face a toda esta descriminação, esta reunião terá como objectivo delinear estratégias para dar a conhecer melhor ao grande público, esta faceta escondida da organização que se diz de "representante de Deus na terra". Temos também como objectivo auxiliar terceiros a poder sair da mesma sem sofrerem mazelas psicológicas significativas. Será também discutido a possível criação de uma associação de ajuda às vítimas de seitas (a semelhança do que já existe, por exemplo, em França). Outros assuntos estarão “em cima da mesa” mas apenas depois de debatidos com todos os participantes, é que poderão ser tornados públicos.

 

Já não somos apenas quatro, a nossa causa está a crescer e brevemente talvez a mesma seja suficientemente incomodativa.


 


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publicado por Justiceiro, em 04.03.12 às 19:12 | |

 

 

"... só a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo...Ela é a única para qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado... a única organização na terra que compreende as 'coisas profundas de Deus'!"

A Sentinela de 1/1/1974, p. 18 (em português)


 

Nos primórdios da organização das Testemunhas de Jeová (ainda “Estudantes da Bíblia”), era notório qual o pensamento sobre as raças, desse grupo que se dizia (e diz) escolhido por Deus. O tom de superioridade é descrito em alguma literatura da época.


 

"...É verdade que a raça branca exibe algumas qualidades de superioridade sobre qualquer outra...”

 Zion’s Watch Tower de 15/7/1902, pág. 3043 (reimpressão)


 

 ”Eles  (os negros)  têm sido e são uma raça de serviçais... Não há no mundo um serviçal tão bom quanto um bom serviçal de cor, e a satisfação que ele obtém por prestar um fiel serviço é uma das mais puras satisfações que há no mundo."

A Idade de Ouro de 24/7/1929, pág. 207 (em inglês)

 

 

"Deus... evidentemente tem sido um respeitador das raças, e tem abençoado especialmente certos ramos da raça Ariana na Europa e América... a raça branca tem sido mais abundantemente abençoada com a luz das boas novas  do que outras... a Igreja eleita provavelmente será composta principalmente da altamente favorecida raça branca.."

A Bíblia versus a Teoria da Evolução  (1898), págs. 30,31  (em inglês)


 

"As raças negra e latina provavelmente sempre serão inclinadas à superstição."

Zion's Watch Tower de 1/4/1908, pág. 99


 

"...as diversas raças da humanidade provavelmente terão seus interesses espirituais como Novas Criaturas melhor preservados por alguma medida de separação." 

Estudos das Escrituras - Vol III (1904), pág. 490 (em inglês)


 

"Hispânicos… e outras raças retrógradas..."

A Idade de Ouro de 30/11/1927, pág. 141 (em inglês) 


 

"Cuidadosas observações numa escola em Londres mostraram que as crianças davam suas melhores risadas, não com comédias "pastelão", mas...olhando um mineiro negro comer um prato cheio."

A Idade de Ouro de 1928, pág. 684  (em inglês) 


 

“Deus pode mudar a pele  etíope  (negra)  no seu devido tempo.”

Zion’s Watch Tower de 15/7/1904, pág. 3320 (reimpressão)

 

 

"Realmente, nossos irmãos de cor tem um grande motivo para alegrar-se. A raça deles é dócil e educável."

A Sentinela de 1/2/1952, p. 95 (em inglês).


 

Tudo palavras carregas de uma grande sapiência e de um amor extremo... 



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publicado por Justiceiro, em 29.12.11 às 21:41 | |

Obrigado menino Jesus, foste muito atencioso com a prenda que me deste neste Natal. Já tinha lido, mas não importa, vou voltar a lê-lo e depois irá para um lugar especial na minha estante.

 

Tu ao menos não és como o teu pai, uma desilusão.

 

 

 



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publicado por Justiceiro, em 24.12.11 às 17:16 | |

O gerente do Talho deseja a todos os seus clientes e amigos um Feliz e Santo Natal.

 

Para todos os apóstatas, um grande Natal junto daqueles que mais amam. Sei que muitos de vós, mesmo tendo saído da influência da Torre de Vigia, não ligarão a esta festividade por acreditar se tratar de uma festa pagã... Hoje em dia, é certo e sabido que esta quadra nada tem haver com o nascimento de Jesus Cristo. E se a mesma servisse para podermos estar todos em harmonia e confraternizarmos com familiares e amigos que já não vemos há muito, e que só neste contexto é que podemos estar todos juntos? Para mim, Natal é isto, uma festa em família, onde durante 2 dias estamos com pessoas que normalmente não teríamos contacto por força das circunstâncias da vida.

 

Como todos vós sabeis (e pelos vistos a sociedade Torre de Vigia ainda mais!), todos somos pecadores (vocês mais do que eu!), e como tal gostaria de deixar aqui uma pequena recomendação: cuidado, não sucumbis à tentação da carne (neste caso do bacalhau), a gula é um pecado capital! Comei pouco e não agis como essa gentalha, esses facínoras simplórios, estou a falar de “os do mundo”. Esses mesmos (nós), aproveitam esta data para se embebedarem e praticarem tudo o que é mais detestável aos olhos de Jeová… Se a Torre nas suas publicações diz que é assim é porque é (ou não)! Deixo aqui uma imagem do conceito Jeovista sobre o Natal “mundano”, ou pelo menos aquele que ela tenta fazer crer aos seus súbditos.

 

 

Para finalizar, vou deixar uma linda música, muito apropriada a esta época. Vou dedica-la à mulher do dia, aquela que deu á luz o “nosso salvador”, Jesus (o verdadeiro) Cristo. Com certeza que todos reconheceram nossa senhora, aquela a que chamaram de “virgem” Maria!

 

Para todos: um Feliz Natal.

 

Para ouvir a bela melodia clicar aqui

  

 




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publicado por Justiceiro, em 16.12.11 às 13:11 | |

"Deus não criou o homem à sua imagem. Evidentemente foi o contrário, e essa é a explicação indolor para a profusão de deuses e religiões e o fratricídio entre religiões e no interior delas que vemos ao nosso redor e que tanto tem adiado o desenvolvimento da civilização." 

 

Sempre muito controverso e com os seus ideais bem definidos, Christopher Hitchens nunca teve medo de escrever, dizer e demonstrar tudo o que pensava e defendia, fosse sobre os políticos e o estado da governação do mundo ou mesmo sobre religião. Mais do que jornalista ou escritor, Hitchens foi um orador e filosofo, que desde cedo incomodou. 

Hitchens dizia que esperava morrer “totalmente consciente”. E assim foi.

 

Obrigado Christopher Hitchens.

 

Definitivamente, Deus não é grande.



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publicado por Justiceiro, em 28.09.11 às 14:18 | |

Como já tive ocasião de mencionar neste blogue, fui entrevistado em Agosto pela Agencia de notícias Lusa. Irei aqui deixar os textos escritos pelos Jornalistas Jaime Gabriel e Luís Fonseca. Apenas quem for subscritor dessa mesma agência poderá ler a reportagem (no site da Lusa). A notícia saiu em alguns órgãos de comunicação social um pouco por todo o país.

 

Esta faz parte de uma das acções levadas pela “apostasia” em Portugal, para mostrar quem realmente são as Testemunhas de Jeová e a maneira como descriminam os seus ex membros.

 

 

 

Religião: Ignorado pela família por deixar de ser Jeová, Vítor criou blogue sobre o movimento (c/vídeo)

         

Número de Documento: 12836033

 

Porto, Portugal 06/08/2011 08:42 (LUSA)

Temas: Religião, Cultos e seitas

   

*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***

*** Jaime Gabriel de Jesus, da agência Lusa ***

Porto, 06 ago (Lusa)

 

Os pais e o irmão de Vítor Máximo, 40 anos, ainda hoje o ignoram, não lhe perdoando o facto de há sete anos se ter tornado um "apóstata", ao abandonar a confissão religiosa das Testemunhas de Jeová. "Cada vez os meus pais se afastaram mais. Cheguei a escrever-lhes cartas e eles nunca me responderam", conta Vítor, explicando que os seus próprios filhos, um de seis e outro de nove anos, são ignorados pelos avós. "O único contacto que tenho com os meus pais é porque eu os obrigo a ter, aparecendo em casa deles. Mas o meu pai frisou bem que não me quer lá, que não sou bem bem-vindo", garante. O próprio irmão, que diz mudar de passeio se se cruzarem na rua, fez questão de lhe dizer que estava tudo acabado entre eles, relatou o dissidente Jeová.

 

Vítor tornou-se um "apóstata" aos 33 anos, depois de terminar o primeiro dos seus dois casamentos, já que no seio da confissão religiosa o divórcio "não é bem encarado e dá direito a desassociação".

 

Se se arrependesse, podia ter ficado. "Mas eu achava que o meu comportamento não se adequava ao comportamento típico das testemunhas de Jeová e decidi sair. Foi a partir daí que começaram os problemas com a minha família", recorda Vítor, que reside em Matosinhos.

 

Hoje, Vítor alimenta o blogue O Talho e a Cidade, onde procura transmitir ao grande público "o que se passa por detrás" de um grupo religioso que recusa a transfusão de sangue e que ocupa os domingos a bater à porta dos cidadãos em busca de novos aderentes às suas crenças.

 

Num dos posts, cita "documentos supostamente confidenciais que caíram na internet por intermédio de fiéis dissidentes", onde as ex-testemunhas de Jeová são descritas como pessoas que, "por meio de raciocínios falsos (...) procuram causar a ruína espiritual dos servos de Jeová". Recusa, contudo, admitir que o seu blog seja retaliatório ou um instrumento de contra propaganda.

 

"A minha intenção não é mudar seja quem for, muito menos os meus pais. O que eu quero é ser livre e ter a minha família de volta. Mais nada", afirma.

 

O movimento religioso Jeová começou em Allegheny, no estado norte-americano da Pensilvânia, por volta de 1870 por iniciativa do comerciante Charles Taze Russell. Os seus seguidores começaram por se designar Estudantes da Bíblia, tendo adquirido o nome "Testemunhas de Jeová" a partir de 1931. Cerca de 7,5 milhões em todo o mundo, os seguidores do culto são evangelizadores persistentes, recusam transfusões de sangue, a Bíblia é o manual da sua vida pessoal, familiar e profissional e não toleram o abandono da confissão religiosa. A sua principal publicação é a revista quinzenal "A Sentinela", que distribui 42 milhões de exemplares em 188 idiomas.

 

Numa edição de 1981,a revista assinalava que "os que se tornam 'não dos nossos' por deliberadamente rejeitarem a fé e as crenças das Testemunhas de Jeová devem ser encarados e tratados apropriadamente como aqueles que foram desassociados por causa duma transgressão".

Lusa/fim

 

 

 Outra nóticia

 

 

Religião: Testemunhas de Jeová negam "privação de liberdade" no corte de relações com ex-membros (c/áudio)

 

Número de Documento: 12889009

 

Lisboa, Portugal 06/08/2011 08:42 (LUSA)

Temas: Religião

  

 

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

 

Lisboa, 06 ago (Lusa)

 

A orientação das Testemunhas de Jeová para o corte de relações com quem sai da religião é "um conselho sábio" e não uma "privação de liberdade", destaca o porta-voz da organização, Pedro Candeias, face a queixas de ex-membros à agência Lusa.

 

Vítor Máximo, 40 anos, residente em Matosinhos, e Jorge Ventura, 39 anos, residente em Castelo Branco, são dois ex-membros que acusam a religião de ter levado os pais, outros familiares e amigos a virarem-lhes costas, pondo em causa liberdades fundamentais.

 

Mas, segundo Pedro Candeias, as Testemunhas de Jeová encontram a justificação "na bíblia sagrada", segundo a qual "quem anda com pessoas sábias torna-se sábio, mas irá mal aquele que tem tratos com os estúpidos", refere. "Não se pretende catalogar ninguém, mas é um alerta sobre associações", acrescenta, sublinhando que "nunca a crença envolve odiar pessoas". Pedro Candeias compara a orientação a tradicionais conselhos de um pai para um filho sobre boas e más companhias na escola, atribuindo a uma entidade divina (deus, denominado Jeová) o "conselho sábio e amoroso, não privador de liberdade".

 

Face às queixas de restrição de liberdades por parte de ex-membros, aquele responsável contrapõe dizendo que "também é um direito das Testemunhas de Jeová não querer privar com quem não segue os ensinamentos da Bíblia". A decisão sobre o corte de relações "compete a cada um" e cada novo membro é "totalmente esclarecido" sobre a religião antes de assumir a crença, diz.

 

Pedro Candeias compara a situação às leis nacionais: "cada país tem os seus códigos legislativos" que devem ser respeitados, exemplifica. E em cada país "existe a figura da extradição para quem não respeita as normas". Para Pedro Candeias, os ex-membros "são livres de se queixar e dizer o que têm na mente e coração, mas cada um faz as escolhas que quer". "Apreciamos muito que respeitem as crenças das Testemunhas de Jeová como estas respeitam as dos outros", conclui.

 

LFO.

 

Lusa/fim

http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/217994


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publicado por Justiceiro, em 27.09.11 às 18:29 | |

 

Para a organização das Testemunhas de Jeová, todos os outros movimentos religiosos são falsas religiões e fazem parte da Babilónia "a grande prostituta", descrito no livro do Apocalipse.

 

As Testemunhas de Jeová consideram-se a única religião verdadeira, a única organização que Deus realmente aprova. Todas as outras serão destruídas no Armagedão. A literatura Jeovista está repleta de duras críticas, chegando mesmo a escarnecer de todas as outras confissões. Em resumo, para as Testemunhas de Jeová, só existe uma religião verdadeira: a deles.

 

O mesmo acontece com aqueles que abandonam as fileiras da seita. Além de serem completamente ostracizados, ainda são rotulados com uma vasta panóplia de adjectivos. “Adoradores do Diabo”, “mentirosos”, “falsos”, “imundos”, etc., são palavras que fazem parte do vocabulário Jeovista. Não é difícil percorrer a literatura das Testemunhas de Jeová e encontrar essas “amorosas” expressões dirigidas a todos aqueles que simplesmente ousaram questionar os ensinamentos da Torre de Vigia. Mas, o adjectivo mais usado para definir esta “espécie de gentalha”, é o de Apóstata. Alterando o verdadeiro significado do termo apóstata, e usando de uma forma errónea as escrituras bíblicas, as Testemunhas de Jeová insultam, humilham todos os que já foram os seus irmãos de fé, fazendo deles uns autênticos facínoras simplórios.

 

Todo este tipo de linguajar saindo da boca dos que se dizem “representantes de Deus”, faz com que a maior parte dos que foram seguidores da seita, usem tais termos como forma de provocação. Embora nenhuma ex-Testemunha de Jeová se considere apóstata (pelo menos nos moldes em que a Torre de Vigia se refere a eles), muitos são aqueles que, de uma maneira sarcástica, o empregam à sua própria pessoa.

 

Há um medo (irracional) em volta do individuo “apóstata” e o mesmo é visto como um fiel seguidor do Demo… O pavor existente foi criado pelos “gurus” da seita: o Corpo Governante. Uma das maneiras de afastar todos os fiéis do que realmente se passa nas entranhas da seita, foi diabolizar aqueles que procuram saber mais sobre a Torre de Vigia e os seus podres: os apóstatas.

 

Foi neste contexto que se realizou no passado sábado o primeiro encontro de ex Testemunhas de Jeová em Portugal. Todos nós já nos conhecíamos virtualmente e todos temos algo em comum: somos indesejados pelas Testemunhas de Jeová. Simplesmente porque desejamos sair da seita e porque expomos as suas cruéis leis internas, todos os membros das Testemunhas de Jeová são forçados a não nos ouvir ou sequer ler algo escrito por nós. Mas porque os possuidores da “verdade”, esses mesmos que dizem ter Deus do seu lado, tem medo de uns simples “apóstatas”? A resposta é demasiado óbvia…

 

Não éramos muitos nesse encontro. Alguns ainda são Testemunhas de Jeová e vêem-se obrigados a continuar na Organização, não por hipocrisia, mas por medo de serem lançadas no solitário e escuro calabouço social reservado aos dissociados ou desassociados, além de receberem o horrendo rótulo de "apóstatas". Em Portugal os primeiros passos estão a ser dados para denunciar a descriminação religiosa empregada por este grupo religioso. Sábado fomos apenas 4, mas temos a total certeza que brevemente seremos muitos (até porque já existem contactos nesse sentido). Nesta reunião tivemos oportunidade de pôrr algumas ideias e alguns projectos em cima da mesa. Existe um que me deixou particularmente empolgado, mas sobre isso falarei na devida altura! Um Fórum de discussão em português de Portugal, foi criado. Falamos de mil e uma coisa, e esse encontro também serviu para nos conhecermos melhor.

 

Foi com agrado que conheci o Vítor 7607. Um homem maduro, com um nível de cultura acima da média e com um profundo conhecimento do passado e presente da sociedade Torre de Vigia. Foi com prazer que fiquei a conhecer o Ellipsis e o seu senso da minucia, onde tudo é planejado ao pormenor e nada é deixado ao acaso. Gostei das palavras certeiras do Português 24, possuidor de um discurso coerente e dono de um Português correto (não fosse ele professor!). Falta apenas eu, o Justiceiro, mas sobre a minha pessoa, outros falarão! Todos formamos ao que decidi chamar num tom jocoso: os 4 Cavaleiros da Apostasia!

 

Os nossos objectivos ficaram decididos: as vozes das ex-Testemunhas de Jeová têem de ser ouvidas. Já várias acções foram feitas nesse sentido, e outras estão a caminho. Não aceitamos o tratamento desumano que é dado a todos aqueles que de livre vontade, ou não, deixaram de pertencer a essa seita cruel e inquisidora.

 

À semelhança de outros países, estamos confiantes que mais cedo ou mais tarde a “apostasia” não será aquele “bicho papão” que a sociedade Torre de Vigia quer fazer crer, mas sim um movimento de pessoas que existe para ajudar o próximo…

 


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publicado por Justiceiro, em 11.09.11 às 15:02 | |

 

Sem religião haveria muito menos preconceito, mais liberdade e acima de tudo, muito menos mortes. Com certeza o mundo seria um lugar muito melhor para se viver... Utopia?  Talvez...


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publicado por Justiceiro, em 09.09.11 às 22:12 | |

 

Como tem sido hábito neste blogue, sempre que retomo as actividades no mundo virtual, começo por fazê-lo dando uma renovação aqui ao Talho!

 

Brevemente seguir-se-á alguns textos sobre a personalidade e vida privada de Joseph Franklin Rutherford, segundo presidente da Watchtower. Geralmente a Sociedade Torre de Vigia tenta apresentar uma imagem de uma pessoa diferente do que na realidade foi Rutherford…

 

Até breve!


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