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publicado por Justiceiro, em 29.12.11 às 21:41 | |

Obrigado menino Jesus, foste muito atencioso com a prenda que me deste neste Natal. Já tinha lido, mas não importa, vou voltar a lê-lo e depois irá para um lugar especial na minha estante.

 

Tu ao menos não és como o teu pai, uma desilusão.

 

 

 



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publicado por Justiceiro, em 24.12.11 às 17:16 | |

O gerente do Talho deseja a todos os seus clientes e amigos um Feliz e Santo Natal.

 

Para todos os apóstatas, um grande Natal junto daqueles que mais amam. Sei que muitos de vós, mesmo tendo saído da influência da Torre de Vigia, não ligarão a esta festividade por acreditar se tratar de uma festa pagã... Hoje em dia, é certo e sabido que esta quadra nada tem haver com o nascimento de Jesus Cristo. E se a mesma servisse para podermos estar todos em harmonia e confraternizarmos com familiares e amigos que já não vemos há muito, e que só neste contexto é que podemos estar todos juntos? Para mim, Natal é isto, uma festa em família, onde durante 2 dias estamos com pessoas que normalmente não teríamos contacto por força das circunstâncias da vida.

 

Como todos vós sabeis (e pelos vistos a sociedade Torre de Vigia ainda mais!), todos somos pecadores (vocês mais do que eu!), e como tal gostaria de deixar aqui uma pequena recomendação: cuidado, não sucumbis à tentação da carne (neste caso do bacalhau), a gula é um pecado capital! Comei pouco e não agis como essa gentalha, esses facínoras simplórios, estou a falar de “os do mundo”. Esses mesmos (nós), aproveitam esta data para se embebedarem e praticarem tudo o que é mais detestável aos olhos de Jeová… Se a Torre nas suas publicações diz que é assim é porque é (ou não)! Deixo aqui uma imagem do conceito Jeovista sobre o Natal “mundano”, ou pelo menos aquele que ela tenta fazer crer aos seus súbditos.

 

 

Para finalizar, vou deixar uma linda música, muito apropriada a esta época. Vou dedica-la à mulher do dia, aquela que deu á luz o “nosso salvador”, Jesus (o verdadeiro) Cristo. Com certeza que todos reconheceram nossa senhora, aquela a que chamaram de “virgem” Maria!

 

Para todos: um Feliz Natal.

 

Para ouvir a bela melodia clicar aqui

  

 




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publicado por Justiceiro, em 16.12.11 às 13:11 | |

"Deus não criou o homem à sua imagem. Evidentemente foi o contrário, e essa é a explicação indolor para a profusão de deuses e religiões e o fratricídio entre religiões e no interior delas que vemos ao nosso redor e que tanto tem adiado o desenvolvimento da civilização." 

 

Sempre muito controverso e com os seus ideais bem definidos, Christopher Hitchens nunca teve medo de escrever, dizer e demonstrar tudo o que pensava e defendia, fosse sobre os políticos e o estado da governação do mundo ou mesmo sobre religião. Mais do que jornalista ou escritor, Hitchens foi um orador e filosofo, que desde cedo incomodou. 

Hitchens dizia que esperava morrer “totalmente consciente”. E assim foi.

 

Obrigado Christopher Hitchens.

 

Definitivamente, Deus não é grande.



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publicado por Justiceiro, em 28.09.11 às 14:18 | |

Como já tive ocasião de mencionar neste blogue, fui entrevistado em Agosto pela Agencia de notícias Lusa. Irei aqui deixar os textos escritos pelos Jornalistas Jaime Gabriel e Luís Fonseca. Apenas quem for subscritor dessa mesma agência poderá ler a reportagem (no site da Lusa). A notícia saiu em alguns órgãos de comunicação social um pouco por todo o país.

 

Esta faz parte de uma das acções levadas pela “apostasia” em Portugal, para mostrar quem realmente são as Testemunhas de Jeová e a maneira como descriminam os seus ex membros.

 

 

 

Religião: Ignorado pela família por deixar de ser Jeová, Vítor criou blogue sobre o movimento (c/vídeo)

         

Número de Documento: 12836033

 

Porto, Portugal 06/08/2011 08:42 (LUSA)

Temas: Religião, Cultos e seitas

   

*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***

*** Jaime Gabriel de Jesus, da agência Lusa ***

Porto, 06 ago (Lusa)

 

Os pais e o irmão de Vítor Máximo, 40 anos, ainda hoje o ignoram, não lhe perdoando o facto de há sete anos se ter tornado um "apóstata", ao abandonar a confissão religiosa das Testemunhas de Jeová. "Cada vez os meus pais se afastaram mais. Cheguei a escrever-lhes cartas e eles nunca me responderam", conta Vítor, explicando que os seus próprios filhos, um de seis e outro de nove anos, são ignorados pelos avós. "O único contacto que tenho com os meus pais é porque eu os obrigo a ter, aparecendo em casa deles. Mas o meu pai frisou bem que não me quer lá, que não sou bem bem-vindo", garante. O próprio irmão, que diz mudar de passeio se se cruzarem na rua, fez questão de lhe dizer que estava tudo acabado entre eles, relatou o dissidente Jeová.

 

Vítor tornou-se um "apóstata" aos 33 anos, depois de terminar o primeiro dos seus dois casamentos, já que no seio da confissão religiosa o divórcio "não é bem encarado e dá direito a desassociação".

 

Se se arrependesse, podia ter ficado. "Mas eu achava que o meu comportamento não se adequava ao comportamento típico das testemunhas de Jeová e decidi sair. Foi a partir daí que começaram os problemas com a minha família", recorda Vítor, que reside em Matosinhos.

 

Hoje, Vítor alimenta o blogue O Talho e a Cidade, onde procura transmitir ao grande público "o que se passa por detrás" de um grupo religioso que recusa a transfusão de sangue e que ocupa os domingos a bater à porta dos cidadãos em busca de novos aderentes às suas crenças.

 

Num dos posts, cita "documentos supostamente confidenciais que caíram na internet por intermédio de fiéis dissidentes", onde as ex-testemunhas de Jeová são descritas como pessoas que, "por meio de raciocínios falsos (...) procuram causar a ruína espiritual dos servos de Jeová". Recusa, contudo, admitir que o seu blog seja retaliatório ou um instrumento de contra propaganda.

 

"A minha intenção não é mudar seja quem for, muito menos os meus pais. O que eu quero é ser livre e ter a minha família de volta. Mais nada", afirma.

 

O movimento religioso Jeová começou em Allegheny, no estado norte-americano da Pensilvânia, por volta de 1870 por iniciativa do comerciante Charles Taze Russell. Os seus seguidores começaram por se designar Estudantes da Bíblia, tendo adquirido o nome "Testemunhas de Jeová" a partir de 1931. Cerca de 7,5 milhões em todo o mundo, os seguidores do culto são evangelizadores persistentes, recusam transfusões de sangue, a Bíblia é o manual da sua vida pessoal, familiar e profissional e não toleram o abandono da confissão religiosa. A sua principal publicação é a revista quinzenal "A Sentinela", que distribui 42 milhões de exemplares em 188 idiomas.

 

Numa edição de 1981,a revista assinalava que "os que se tornam 'não dos nossos' por deliberadamente rejeitarem a fé e as crenças das Testemunhas de Jeová devem ser encarados e tratados apropriadamente como aqueles que foram desassociados por causa duma transgressão".

Lusa/fim

 

 

 Outra nóticia

 

 

Religião: Testemunhas de Jeová negam "privação de liberdade" no corte de relações com ex-membros (c/áudio)

 

Número de Documento: 12889009

 

Lisboa, Portugal 06/08/2011 08:42 (LUSA)

Temas: Religião

  

 

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

 

Lisboa, 06 ago (Lusa)

 

A orientação das Testemunhas de Jeová para o corte de relações com quem sai da religião é "um conselho sábio" e não uma "privação de liberdade", destaca o porta-voz da organização, Pedro Candeias, face a queixas de ex-membros à agência Lusa.

 

Vítor Máximo, 40 anos, residente em Matosinhos, e Jorge Ventura, 39 anos, residente em Castelo Branco, são dois ex-membros que acusam a religião de ter levado os pais, outros familiares e amigos a virarem-lhes costas, pondo em causa liberdades fundamentais.

 

Mas, segundo Pedro Candeias, as Testemunhas de Jeová encontram a justificação "na bíblia sagrada", segundo a qual "quem anda com pessoas sábias torna-se sábio, mas irá mal aquele que tem tratos com os estúpidos", refere. "Não se pretende catalogar ninguém, mas é um alerta sobre associações", acrescenta, sublinhando que "nunca a crença envolve odiar pessoas". Pedro Candeias compara a orientação a tradicionais conselhos de um pai para um filho sobre boas e más companhias na escola, atribuindo a uma entidade divina (deus, denominado Jeová) o "conselho sábio e amoroso, não privador de liberdade".

 

Face às queixas de restrição de liberdades por parte de ex-membros, aquele responsável contrapõe dizendo que "também é um direito das Testemunhas de Jeová não querer privar com quem não segue os ensinamentos da Bíblia". A decisão sobre o corte de relações "compete a cada um" e cada novo membro é "totalmente esclarecido" sobre a religião antes de assumir a crença, diz.

 

Pedro Candeias compara a situação às leis nacionais: "cada país tem os seus códigos legislativos" que devem ser respeitados, exemplifica. E em cada país "existe a figura da extradição para quem não respeita as normas". Para Pedro Candeias, os ex-membros "são livres de se queixar e dizer o que têm na mente e coração, mas cada um faz as escolhas que quer". "Apreciamos muito que respeitem as crenças das Testemunhas de Jeová como estas respeitam as dos outros", conclui.

 

LFO.

 

Lusa/fim

http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/217994


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publicado por Justiceiro, em 27.09.11 às 18:29 | |

 

Para a organização das Testemunhas de Jeová, todos os outros movimentos religiosos são falsas religiões e fazem parte da Babilónia "a grande prostituta", descrito no livro do Apocalipse.

 

As Testemunhas de Jeová consideram-se a única religião verdadeira, a única organização que Deus realmente aprova. Todas as outras serão destruídas no Armagedão. A literatura Jeovista está repleta de duras críticas, chegando mesmo a escarnecer de todas as outras confissões. Em resumo, para as Testemunhas de Jeová, só existe uma religião verdadeira: a deles.

 

O mesmo acontece com aqueles que abandonam as fileiras da seita. Além de serem completamente ostracizados, ainda são rotulados com uma vasta panóplia de adjectivos. “Adoradores do Diabo”, “mentirosos”, “falsos”, “imundos”, etc., são palavras que fazem parte do vocabulário Jeovista. Não é difícil percorrer a literatura das Testemunhas de Jeová e encontrar essas “amorosas” expressões dirigidas a todos aqueles que simplesmente ousaram questionar os ensinamentos da Torre de Vigia. Mas, o adjectivo mais usado para definir esta “espécie de gentalha”, é o de Apóstata. Alterando o verdadeiro significado do termo apóstata, e usando de uma forma errónea as escrituras bíblicas, as Testemunhas de Jeová insultam, humilham todos os que já foram os seus irmãos de fé, fazendo deles uns autênticos facínoras simplórios.

 

Todo este tipo de linguajar saindo da boca dos que se dizem “representantes de Deus”, faz com que a maior parte dos que foram seguidores da seita, usem tais termos como forma de provocação. Embora nenhuma ex-Testemunha de Jeová se considere apóstata (pelo menos nos moldes em que a Torre de Vigia se refere a eles), muitos são aqueles que, de uma maneira sarcástica, o empregam à sua própria pessoa.

 

Há um medo (irracional) em volta do individuo “apóstata” e o mesmo é visto como um fiel seguidor do Demo… O pavor existente foi criado pelos “gurus” da seita: o Corpo Governante. Uma das maneiras de afastar todos os fiéis do que realmente se passa nas entranhas da seita, foi diabolizar aqueles que procuram saber mais sobre a Torre de Vigia e os seus podres: os apóstatas.

 

Foi neste contexto que se realizou no passado sábado o primeiro encontro de ex Testemunhas de Jeová em Portugal. Todos nós já nos conhecíamos virtualmente e todos temos algo em comum: somos indesejados pelas Testemunhas de Jeová. Simplesmente porque desejamos sair da seita e porque expomos as suas cruéis leis internas, todos os membros das Testemunhas de Jeová são forçados a não nos ouvir ou sequer ler algo escrito por nós. Mas porque os possuidores da “verdade”, esses mesmos que dizem ter Deus do seu lado, tem medo de uns simples “apóstatas”? A resposta é demasiado óbvia…

 

Não éramos muitos nesse encontro. Alguns ainda são Testemunhas de Jeová e vêem-se obrigados a continuar na Organização, não por hipocrisia, mas por medo de serem lançadas no solitário e escuro calabouço social reservado aos dissociados ou desassociados, além de receberem o horrendo rótulo de "apóstatas". Em Portugal os primeiros passos estão a ser dados para denunciar a descriminação religiosa empregada por este grupo religioso. Sábado fomos apenas 4, mas temos a total certeza que brevemente seremos muitos (até porque já existem contactos nesse sentido). Nesta reunião tivemos oportunidade de pôrr algumas ideias e alguns projectos em cima da mesa. Existe um que me deixou particularmente empolgado, mas sobre isso falarei na devida altura! Um Fórum de discussão em português de Portugal, foi criado. Falamos de mil e uma coisa, e esse encontro também serviu para nos conhecermos melhor.

 

Foi com agrado que conheci o Vítor 7607. Um homem maduro, com um nível de cultura acima da média e com um profundo conhecimento do passado e presente da sociedade Torre de Vigia. Foi com prazer que fiquei a conhecer o Ellipsis e o seu senso da minucia, onde tudo é planejado ao pormenor e nada é deixado ao acaso. Gostei das palavras certeiras do Português 24, possuidor de um discurso coerente e dono de um Português correto (não fosse ele professor!). Falta apenas eu, o Justiceiro, mas sobre a minha pessoa, outros falarão! Todos formamos ao que decidi chamar num tom jocoso: os 4 Cavaleiros da Apostasia!

 

Os nossos objectivos ficaram decididos: as vozes das ex-Testemunhas de Jeová têem de ser ouvidas. Já várias acções foram feitas nesse sentido, e outras estão a caminho. Não aceitamos o tratamento desumano que é dado a todos aqueles que de livre vontade, ou não, deixaram de pertencer a essa seita cruel e inquisidora.

 

À semelhança de outros países, estamos confiantes que mais cedo ou mais tarde a “apostasia” não será aquele “bicho papão” que a sociedade Torre de Vigia quer fazer crer, mas sim um movimento de pessoas que existe para ajudar o próximo…

 


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publicado por Justiceiro, em 11.09.11 às 15:02 | |

 

Sem religião haveria muito menos preconceito, mais liberdade e acima de tudo, muito menos mortes. Com certeza o mundo seria um lugar muito melhor para se viver... Utopia?  Talvez...


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publicado por Justiceiro, em 09.09.11 às 22:12 | |

 

Como tem sido hábito neste blogue, sempre que retomo as actividades no mundo virtual, começo por fazê-lo dando uma renovação aqui ao Talho!

 

Brevemente seguir-se-á alguns textos sobre a personalidade e vida privada de Joseph Franklin Rutherford, segundo presidente da Watchtower. Geralmente a Sociedade Torre de Vigia tenta apresentar uma imagem de uma pessoa diferente do que na realidade foi Rutherford…

 

Até breve!


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publicado por Justiceiro, em 31.08.11 às 17:14 | |

Informa-se os estimados clientes e frequentadores deste espaço, que o mesmo irá encerrar para férias! O Talho estará fechado para descanso do pessoal (ou seja eu!) por alguns dias, mas reabrirá brevemente com algumas novidades. Estão na forja mais algumas revelações para deleite de todo o “povo de Jeová”…

 

Aguardem!

sinto-me:

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publicado por Justiceiro, em 17.08.11 às 19:23 | |

 

Depois de alguns acontecimentos (recentemente fui entrevistado pela agência noticiosa Lusa para prestar o meu depoimento sobre a descriminação exercida pelas Testemunhas de Jeová aos seus ex fiéis- entre outros- mas sobre isso, falarei mais tarde, noutro post), achei que não faria mais sentido manter-me no anonimato e que todos os que lêem este blogue, deveriam saber na verdade, quem se esconde por trás do mesmo. Foi quase há 2 anos que aceitei o repto de alguns amigos e familiares de criar este blogue. No início não sabia quanto tempo o mesmo ficaria no ar, por achar que nunca teria matéria para escrever… Os dias, os meses foram passando e verifico agora que não escrevo mais, por falta de vontade da minha parte.

 

No início desta aventura mal sabia qual nome a dar a este blogue, não acreditando muito na sua continuidade. Mas veio-se a revelar totalmente o oposto. Ao fim de pouco mais de um ano de existência, vi este mesmo espaço ser destacado pela equipe do Sapo (aqui), dando-me assim algum animo para continuar. Este lugar serve para mim como uma espécie de diário pessoal, onde falo de tudo um pouco, mas geralmente em assuntos do meu interesse e que de uma ou outra maneira me marcam ou marcaram... Quem é mais observador, verificou que nos primeiros tempos de vida do blogue, eu falava de um amigo (o meu melhor amigo), e de algumas das suas “façanhas” com membros da sua família… Recordarão as ocasiões que comento o tratamento que lhe é dado pelos seus pais, irmão e todos os seus amigos de infância… Relembrarão que o principal tema de conversa do meu blogue é religião. Decidi que hoje contaria toda a verdade sobre essa pessoa. Não sei muito bem porque ainda não o fiz. Talvez por vergonha ou medo de o prejudicar ainda mais…

 

Na realidade quando me refiro a esse amigo, estou a falar da minha pessoa. Desde a minha nascença e até aos trinta e três anos de idade, fiz parte de uma dominação religiosa chamada “Testemunhas de Jeová”. Cresci no meio de uma doutrina bastante severa, onde tudo é feito para não haver lugar a dúvidas, e onde as perguntas não são bem aceites. Desde a minha mais tenra infância fui obrigado a aceitar tudo o que ouvia como sendo a única verdade suprema, vinda directamente de Deus através do seu representante aqui na terra. Esse representante dá pelo nome de Corpo Governante (conjunto de pessoas sediadas em Brooklyn, Nova York, com autoridade mundial sobre todas as Testemunhas de Jeová). Não era para mim particularmente difícil acreditar em todas as doutrinas Jeovistas, visto estar submetido a elas desde sempre e não conhecer mais nada a não ser as publicações editadas pela Watchtower, ou Torre de Vigia (designação legal das Testemunhas de Jeová), tais como as conhecidas revistas “A Sentinela” e “Despertai” entre outros. Qualquer outra leitura com conotação religiosa ou filosófica é simplesmente proibida, podendo dar origem a desassociação (expulsão).

 

Os anos foram passando e cada vez estava mais familiarizado e enraizado com aquilo a que as Testemunhas de Jeová chamam de “A Verdade” (conjunto de crenças dadas por Deus ao seu povo para os orientar). Tive uma vida bastante activa no seio deste grupo religioso. Todas as Testemunhas de Jeová são orientadas, compelidas a preencherem mensalmente um certo número de horas na chamada “pregação” de porta a porta, e eu não era excepção. Se tal requisito não é atingido durante um período determinado (poucos meses), os prevaricadores são rotulados como estando fracos na fé, como sendo presas fáceis de Satanás e nos casos onde a pessoa não atinge a carga horária imposta durante muitos meses consecutivos, então essa mesma já era tratada como estando debaixo do domínio do Diabo… Não querendo pertencer a nenhum destes grupos, todos os domingos, fizesse sol ou chuva, lá ia eu pregar a palavra do Todo-Poderoso. Como todas as Testemunhas de Jeová eu tinha o meu tempo preenchido.

 

 À Segunda-feira estudava com os meus pais um pequeno livro editado pela Sociedade Torre de Vigia. Na Terça-feira voltávamos a estudar o livro mas desta vez com um pequeno grupo de outras Testemunhas. A duração dessa reunião era de uma hora. Na Quarta-feira, os meus pais e eu, recapitulávamos em casa, o que iríamos ouvir na reunião de quinta. Quinta-feira reunião de duas horas… Sexta era o único dia em que não tínhamos de estudar pois não havia reunião (culto) no Sábado. Chegava o Sábado e por vezes eu tinha de ir pregar, pois ainda não tinha atingido as horas necessárias estipuladas pela Sociedade. Mas Sábado também era o dia de estudarmos em família a revista A Sentinela. Domingo é o dia mais importante para todas as Testemunhas de Jeová. De manhã saída obrigatória para pregar “as boas novas do reino” (porta a porta), de tarde reunião de duas horas juntamente com todos os irmãos de fé. Escusado será dizer que toda a Testemunha de Jeová cuidadosa, tem o seu tempo completamente absorvido. Toda esta maneira de proceder tem uma razão de ser. Estando ocupados com as supostas “coisas sagradas”, não teríamos tempo para pensar ou de nos distrairmos com as coisas “inúteis do mundo”. A repetição contínua, e prolongada das mesmas palavras e dos mesmos termos, são conhecidas como técnicas de controlo mental. A minha mente foi formatada desde a mais tenra idade para acreditar cegamente em tudo o que ouvia. Durante anos, semanas e de uma forma diária, os meus ouvidos perceberam sempre a mesma realidade, de uma maneira consecutiva sem ter a hipótese de poder conhecer outros factos.

 

Os anos foram passando e a minha fé foi aumentando até chegar ao ponto de me baptizar. O gesto do baptismo entre as Testemunhas de Jeová é encarado como uma oferta a Deus, a dedicação total a uma Divindade Superior. A partir daquela data a minha vida pertencia a Jeová. Só bem mais tarde é que percebi o quão errado eu estava… A minha existência não foi dedicada a Deus mas sim a uma organização sectária e tirânica. Toda a minha vida foi regulada ao mais ínfimo pormenor pelas doutrinas Jeovistas. Tudo o que eu fazia não podia ser contrário às leis de Deus (leia-se da organização), sob pena de estar a pecar contra Ele, e isso era o que mais temia…Hoje com algum recuo, verifico como essa seita controla e consegue de uma forma simples manobrar as vidas dos seus súbditos. Nada é deixado ao acaso. Além das “mil e uma” regras de conduta, chegam ao cúmulo de controlar a maneira de vestir, ou até mesmo um simples corte de cabelo.

 

Como pode um povo com imensas proibições (ver aqui) dizer e fazer crer que são felizes? Como pude eu estar durante mais de 30 anos sujeito a tais regras sem nunca questionar nenhuma e achar que tudo era normal e para o meu próprio bem?

 

Talvez para fugir da educação rigorosa dos meus pais e como é hábito na grande maioria dos jovens Testemunhas de Jeová, casei muito cedo. Foi com apenas 21 anos que dei o nó com outra (ainda mais) jovem, também ela Testemunha de Jeová (como não poderia deixar de ser!). Não estava minimamente preparado para dar esse salto na minha vida. Ao fim de 12 anos e depois de uma fase muito complicada, decidimos por término ao nosso enlace. Como o divórcio não é permitido entre as Testemunhas de Jeová, fui desassociado. De nada serviu os mais de 30 anos de bons e leais serviços em favor da Watchtower. Passei de um dia para o outro e como se diz na gíria, de (literalmente) “bestial a besta”. Todos o que eu conhecia até a data, passavam por mim agindo como se eu fosse um mero estranho. Aqueles que foram até ali meus únicos amigos (as Testemunhas de Jeová são ensinadas a não fazerem amizades fora do seu circulo, tratando todos os que não são da sua crença como “pessoas do mundo”), simplesmente não me reconheciam e para eles, eu sou um adorador do diabo. Existia ainda aqueles que me olhavam com ar de superioridade e nojo. Todo este comportamento me incomodava e me magoava, mas mesmo assim, eu julgava que era o que havia a fazer, pois tal era a vontade de Jeová. Os meus pais embora nunca tivessem deixado de me falar (conforme ditam as regras Jeovistas) não estavam à vontade com a minha presença. O tratamento não era o mesmo. Nunca mais tive o prazer de ter uma refeição com eles. Desde que fui expulso, não sei o que é um almoço ao domingo (ou qualquer outro dia), a volta da mesa, discutindo de tudo e de nada (a vida faz-se destas pequenas coisas). Tenho saudades destes pequenos momentos…

 

Fui proscrito da seita porque não mostrei arrependimento e não quis voltar. Devido às suas leis internas, todos os membros da organização são obrigados a deixar de conviver comigo, afastando-se de mim, virando-me as costas, agindo como que se eu fosse possuidor de alguma espécie de doença contagiosa e qualquer tipo de contacto pode ser fatal. Um simples “olá” é tido como uma possível reconciliação e tal comportamento é passível de expulsão. Graças a essas leis não Bíblicas, saídas da cabeça de alguns iluminados, os meus próprios pais deixaram de ter um relacionamento e convivência normal e sadia comigo, tentando evitar-me ao máximo só falando comigo em casos pontuais. O culminar de todas essas “amorosas” leis internas, foi quando decidi casar e onde não pude ter o prazer da presença dos meus pais, nesse que foi para mim, um dia importante… 

 

Sentia-me culpado por ter deixado a verdadeira organização de Deus e por ter toda a gente contra mim. Estava sozinho, sem ninguém, sem família e sem amigos… Pensei seriamente em voltar para poder ter novamente um contacto normal com os meus pais, e os meus amigos…


Mais tarde conheci aquela que viria a ser a minha esposa. Foi com ela e graças a ela que consegui pensar de maneira diferente e ter outra visão do “mundo exterior”. Ela teve uma educação católica, com uns pais que sempre a apoiaram e que lhe proporcionaram tudo o que não tive. Ensinou-me o gosto pela leitura e pelo conhecimento. Como a área dela era a cultura, falava-me de temas que nunca tinha ouvido até a data. Gostava de lhe fazer perguntas e quase sempre obtinha as respostas. Ficava fascinado com as suas narrações sobre determinada matéria. Afinal, existia mundo fora da Organização de Jeová…


Por incrível que possa parecer, nunca na minha vida tinha lido um livro. Até a data a única literatura que lia era apenas os manuais editados pela Watchtower. Foi estranho contactar com um mundo que eu desconhecia. Comecei a descobrir um mundo novo, um mundo que me foi negado e escondido. Sempre me ensinaram que tudo era escrito para nos desviar da “verdadeira organização de Deus”, uma armadilha de Satanás o Diabo. Nunca a minha esposa me falou de religião, ou sequer criticou alguma vez as doutrinas Jeovistas (a não ser sobre as famosas transfusões de sangue). Sempre estive à vontade para acreditar (ou não) no que quisesse. Não existia portanto qualquer tipo de pressão por parte dela. Cada vez que o assunto era religião, quem tentava impor qualquer tipo de crença era eu. Embora tivesse sido desassociado, ainda acreditava cegamente que as Testemunhas de Jeová eram a única religião verdadeira. Mais de 30 anos de doutrinas Jeovistas não podiam ser apagadas de um dia para o outro… Recordo-me das inúmeras vezes que acordava sobressaltado, chorando sufocadamente por ter tido um pesadelo sobre o Armagedão (guerra de Deus onde 99,9% da humanidade será destruída e apenas as Testemunhas de Jeová serão salvas) e que Deus me iria aniquilar por ter abandonado a Sua organização. Ainda me encontrava sobre o domínio psicológico da seita.

 

Chegara o dia em que tinha de tomar uma decisão: voltar ou não. Fiz parte à minha mulher e aos meus amigos das minhas intenções de voltar para as Testemunhas de Jeová. Todos foram unânimes: “Se te irá fazer bem, talvez seja o melhor”. Como era possível aquelas pessoas que são diabolizadas pelas Testemunhas de Jeová, e tratadas como “os do mundo”, gente em quem não se pode confiar, pessoas que são usadas pelo próprio Satanás, recomendarem o meu regresso a uma religião que nem sequer elas acreditam? Não fazia sentido. Mesmo assim, tomei uma decisão: regressar.

 

Certo dia ao navegar na Net, decidi digitar o nome “Jeová”. Qual não foi a minha admiração quando verifiquei que existem um sem número de Sites dedicados ao tema. Muitos deles falavam de assuntos impensáveis aos meus olhos. Uns supostos erros da Torre de Vigia com encobrimento da mesma. Como ainda estava sobre influência das doutrinas Jeovistas, não acreditei em nada do que lia. Sabia que tudo o que estava ali, era apenas para denegrir a imagem das Testemunhas de Jeová, portanto uma mentira. Graças aos conselhos da minha esposa que costumava dizer que não se devia acreditar em tudo cegamente, partindo do princípio que tudo é mentira, sem primeiro verificar a veracidade de tais argumentos, decidi no dia seguinte voltar a Net.

 

O primeiro assunto que pesquisei foi sobre a ONU (Organização das Nações Unidas) e as Testemunhas de Jeová. Depois de um dia inteiro agarrado ao computador, verificando as informações, não podia acreditar no que lia. As Testemunhas de Jeová estiveram cerca de 10 anos ligadas a ONU. Nada haveria a dizer desse respeitável organismo internacional, criado para unir nações e apaziguar conflitos. Para a maioria das instituições religiosas, representa motivo de júbilo e orgulho. Mas não para as Testemunhas de Jeová. Elas são diferentes. Para os adeptos dessa denominação, um vínculo entre a sua sede e a ONU seria impensável, mais que isso, um insulto. Porquê? É simples: por décadas, os líderes da Torre de Vigia têm feito repetidos ataques morais à ONU nas suas publicações. Na verdade, tais ataques tiveram início em 1919, quando a ONU ainda não existia, mas a sua antecessora, a Liga das Nações, criada após a I Guerra Mundial. Essa atitude manteve-se após a II Guerra, com a criação das Nações Unidas. Durante todo esse tempo, a doutrina oficial das Testemunhas de Jeová, conforme ensinada pela sua liderança nos EUA, tem sido: a ONU representa a “fera cor de escarlate” retratada no livro bíblico de Apocalipse (ou Revelação, cap. 17, versículo 3), sobre cujo lombo se assenta uma meretriz. As Testemunhas crêem que tal “fera” simboliza o poder político reunido na ONU e a meretriz simboliza o poder religioso (em especial, a “cristandade”), aliado do primeiro. Para elas, a força de ambos origina-se do diabo, seu concebido e sustentador. Adjectivos como "repugnante", "detestável", "abominável"  e "blasfemo" foram repetidamente dirigidos à ONU desde a sua fundação, na literatura das Testemunhas de Jeová. Até mesmo a destruição desse organismo internacional por parte de Deus tem sido prevista e desejada por elas  durante décadas (segundo as suas crenças, as Nações Unidas haveriam de patrocinar, algum dia, uma agressão aos sistemas religiosos, culminando numa perseguição às próprias Testemunhas de Jeová). Diante desse quadro, era  normal que os adeptos da Sociedade Torre de Vigia reagissem a tal notícia com indignação e cepticismo. Se verdadeira, ela teria sérias implicações. A principal delas - a organização central das Testemunhas de Jeová teria traído cerca de 6 milhões de adeptos espalhados pelo mundo, por toda uma década.

 

Na minha pesquisa pelo mundo virtual da internet, sucederam-se em catadupa revelações até então inimagináveis. Quem das Testemunha de Jeová, teve conhecimento das falsas previsões desde o tempo de Charles Taze Russel (fundador da seita) para o Armagedão?


- Do envolvimento em ocultismo por parte dos líderes da Torre de Vigia, que acabaram envolvendo os demais adeptos por décadas a fio (o caso do espírita, Johannes Greber, entre outros)?

 

- Das crenças dos líderes da Sociedade em pseudo-ciências, bem como os seus ataques à medicina tradicional (vacinas, transplantes, uso de derivados de sangue, etc. expondo a vida das Testemunhas de Jeová desnecessariamente ao risco?

 

- Do perjúrio cometido na Bulgária, ao assinar um acordo com as autoridades daquele país em 1995?

 

- Do caso de mudança de cobrança pela literatura, cujo objectivo foi tão somente fugir aos impostos, depois de Jimmy Swaggart, um pastor de outra seita, apoiado pela Torre de Vigia judicialmente, ter perdido a sua causa em justiça?

 

- Da quebra de “neutralidade Cristã”, nos episódios envolvendo a “Declaração de Factos” e a vergonhosa carta a Hitler, bem como a aprovação de Rutherford (segundo presidente da sociedade Torre de Vigia), a compra de bónus de guerra, e o dia de oração em favor dos aliados da segunda guerra?

 

- Do caso de sonegação de impostos em França?

 

- Dos frequentes casos de pedofilia, ocultados pela Torre de Vigia? Etc., etc…

 

Durante trinta e cinco anos esconderam-me factos que só agora vim a descobrir. Senti-me traído, enganado e usado… Primeiro tentei verificar a veracidade de tais descobertas e só depois, tentei falar disso aos meus pais. Não queria que eles vivessem mais na ignorância. Tal escolha foi fatal para a minha pessoa. Fui intitulado de adorador do Diabo, mentiroso e de apóstata (termo usado a quem sai da organização por não apoiar as suas doutrinas).

 

Passaram-se meses de autêntico martírio. Só pensava numa coisa: como pude ser atraiçoado por uma organização que eu julgava ser a única representante de Deus? Sei que para alguns, será difícil abranger a dimensão de tal situação, mas foi toda uma vida que eu vi desperdiçada em nome de uma religião. Mais de 30 anos da minha existência foram perdidos a defender algo completamente dissimulado. Diariamente dava por mim a relembrar pormenores do passado dentro da seita, recordando as inúmeras vezes em que servi fielmente aquela organização. Não conseguia reter as lágrimas perante as descobertas diárias que ia fazendo nas minhas pesquisas. Todo o meu mundo a minha volta tinha-se desmoronado. Em quem acreditar agora? Sentia-me desprotegido e indefeso. Quem afinal tem a verdade? E Deus é mesmo Jeová? Fiquei com imensas dúvidas, e com um sem fim de perguntas. E agora, o que tenho de fazer e para onde tenho de ir?

 

Tive de reaprender a viver. Sempre que recordo esse período, comparo-me a um robot. Fui programado a pensar e a agir de uma determinada maneira. Mais de 30 anos de doutrinas castradoras fizeram de mim uma pessoa que não estava acostumada a pensar nem a fazer perguntas (afinal para quê, se todas as respostas estavam na literatura Jeovista). As minhas crenças ditavam toda a minha vida e eu era obrigado a obedecer as mesmas cegamente. Tive que ser reprogramado e aprender a viver em sociedade. Sabia que por exemplo se eu participasse numa festa de anos, Deus não me iria castigar por isso. Foi estranho festejar os meus próprios anos pela primeira vez aos 35 anos. Nunca ninguém me tinha cantado os parabéns. Foi um misto de alegria e tristeza… Lembro-me do meu primeiro acto para simbolizar a minha liberdade: comer uma rodela de morcela! Parece quase anedótico esta experiencia, mas para uma Testemunha de Jeová ingerir sangue é um pecado capital. Recordo-me que foi no São João, estava em cima da mesa algumas corricas de morcelas, olhei para as mesmas, peguei num palito e disse para a minha esposa: “já não tenho medo de comer isto”…

 

Todas estas descobertas fez com que gradualmente eu fosse mudando. Dei por mim a contemplar a vida de outra maneira e gostar da mesma de uma forma diferente, mais apaixonada. Aprendi que afinal é possível ter amigos fora da organização das Testemunhas de Jeová. Comecei a ler cada vez mais. Aprofundei o meu conhecimento sobre determinada matéria. Interessei-me por religião e hoje, graças as Testemunhas de Jeová e as suas doutrinas maldosas que visam apenas o medo e a repressão, deixou de fazer para mim sentido, a existência de qualquer tipo de Divindade. Acreditar na existência de um criador e defender algo superior ao homem, não tem mais cabimento. Sou um total defensor da evolução natural das espécies. Orgulhosamente apresento-me como Ateu.

 

Estimo toda e qualquer opinião, assim como também respeito toda e qualquer crença. Tenho sim repúdio por indivíduos que tentam impor algo a outros a qualquer custo, obrigando-os a aceitar as suas crenças como fazendo parte de uma suposta verdade suprema. Odeio fanatismos e enoja-me quem em nome da bíblia ou qualquer outro livro dito “inspirado” ousa amaldiçoar outros apenas e tão somente porque esses decidiram não acreditar no mesmo do que eles… Actualmente no meio de tantas certezas, existe uma que tenho como incontornável: fui Testemunha de Jeová por muitos e longos anos, mas sei que nunca mais lá voltarei nunca mais.

 

Hoje finalmente posso afirmar que sou livre e não estou preso a uma religião e seus líderes. O pavor de um qualquer cataclismo originado por um Deus não me mete mais medo. Não preciso seguir algum tipo de crença ou acreditar em algum Deus ou Deuses para ser detentor da moral e dos bons princípios.  Tudo que há de bom nas escrituras, como a regra de ouro, por exemplo, pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo. 

 

Toda esta espécie de metamorfose não seria possível sem a cooperação de uma pessoa especial: a minha esposa. Foi ela que nos momentos mais difíceis sempre esteve do meu lado, apoiando-me sem mesmo talvez perceber muito bem até que ponto podia um homem estar tão dependente de uma religião. Foi a minha mulher que durante meses a fio aguentou os meus devaneios sobre as Testemunhas de Jeová. Foi a mesma que me viu triste, desesperado, desorientado e sem saber realmente o que deveria fazer, aconselhando-me sempre de maneira positiva. Foi ela que me “ergueu” e que tratou de me dar animo para recomeçar de novo. Graças a ela consegui enfrentar um dos piores momentos da minha vida. Mesmo depois de todas estas desventuras e sabendo o que realmente se esconde por trás da seita Testemunhas de Jeová, ela foi incapaz de os odiar ou até mesmo julgar. As atitudes da minha companheira ensinaram-me uma coisa: eu tinha de ser melhor que esses que se dizem “o povo escolhido de Deus”… Todos os que me rodeiam são unânimes: tudo isto tornou-me melhor enquanto Ser humano. Como costumava dizer o meu avô: há males que vêm por bem. Nada mais verdade…

 

Por tudo isto e por muito mais, obrigado. Amo-te.

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sinto-me:

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publicado por Justiceiro, em 07.08.11 às 00:39 | |

 

O Ministério Público do Ceará (Brasil) formalizou no dia 14 de Junho do corrente ano uma acção civil pública contra as “Testemunhas de Jeová” por prática de discriminação religiosa em relação aos seus ex-fiéis.


A procuradora Nilce Cunha Rodrigues tomou a iniciativa a partir de uma representação do funcionário público Sebastião Oliveira que, após ser expulso da religião, passou a ser discriminado por colegas de trabalho, amigos e parentes, incluindo a sua mãe, que seguiram as normas de conduta da Testemunhas de Jeová.

O Senhor Oliveira começou a frequentar o movimento religioso em 1998 e foi baptizado em 2001. Em 2009, por questionar alguns pontos doutrinários da religião, foi sumariamente expulso (ou desassociado segundo a terminologia Jeovista) da seita, passando a ser vítima de intolerância por parte dos seus ex-irmãos de fé.

A procuradora destacou que, pelos relatos do Senhor Oliveira, houve, “forma evidente”, uma atitude de desrespeito para com os “direitos fundamentais da dignidade humana, da igualdade da honra e da imagem, da liberdade de consciência e crença e da livre associação”. 

Ela observou que as Testemunhas de Jeová são incongruentes porque relacionam-se com pessoas de outras religiões para doutriná-las, batendo de porta em porta, mas não com quem deixa ou é expulso da seita. O ex-membro “passará a sofrer acções de hostilidade e rejeição pelo mesmo grupo que antes o acolhera quando era praticante de outra religião”.


Na avaliação da procuradora Nilce, o propósito das Testemunhas de Jeová é “infligir sofrimentos” aos ex-fiéis “como forma de punição pelo facto de se terem afastado dos ensinamentos que a organização considera como verdade transmitida directamente por Deus ao Corpo Governante (hierarquia máxima dentro da seita).  Disse que se trata de um caso de violação do artigo 5º da Constituição Federal segundo o qual todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.


Ela pediu à Justiça que impeça os Jeovistas de proibir que os ex-membros convivam com os seus familiares. Nesse sentido, as entidades que representam a religião não poderão pregar por qualquer meio de comunicação, inclusive oral, a intolerância religiosa. Solicitou, também, a aplicação de uma multa diária de 10 mil Reais para cada caso de desobediência.

 

Aqui texto da acção

 

Em Portugal, muito brevemente, poderemos assistir a acções semelhantes a esta… Actualmente, ex-membros da seita despertaram para a dura realidade que é ter toda uma família destruída por doutrinas inquisidoras e sectárias, não aceitando suportar tal tratamento cruel, infligido por uma leitura erronea da Biblia, e com uma interpretação muito própria.

 

A comunicação social Portuguesa também começou a interessar-se por esta forma de ostracização (até agora pouco divulgada). Muitas Testemunhas de Jeová gostariam de abandonar o movimento, mas sabendo de serão rejeitadas pelos seus familiares, os mesmos mantêem-se sobre a alçada duma organização que não acreditam minimamente, mas deixando assim que a mesma lhes controle a vida. Brevemente trarei mais notícias sobre esta matéria…

 

Vídeo da reportagem com entrevista à procuradora

 

A revista “A Sentinela” de 1º de Março de 1997, p. 4, diz o seguinte:

 

“Os fundamentalistas anseiam o retorno das velhas certezas, e alguns deles lutam para que suas comunidades e nações voltem ao que, em sua opinião, são os alicerces morais e doutrinais adequados. Fazem tudo ao seu alcance para forçar os outros a viver em conformidade com um código moral e um sistema de crenças doutrinais "correctos". O fundamentalista tem a forte convicção de que ele está certo e os outros errados."

 

Em poucas palavras: um auto-retrato hilariante.

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publicado por Justiceiro, em 23.07.11 às 01:39 | |

 

Falar sobre as Testemunhas de Jeová, é falar de um grupo quase que secreto e que muito pouca gente realmente conhece.

 

Todos nós temos esses indivíduos como gente cordial, educada e de trato fácil. Mas a realidade é bem mais complexa. Com certeza que existirá no meio Jeovista pessoas boas, mas estas mesmas deixam-se moldar por uma doutrina castradora que lhes comanda a vida ao mais ínfimo pormenor. A palavra “ínfimo” não é exagerada, pois a vida duma Testemunha de Jeová é regulada por um sem número de regras e ditames, desde de como agir no dia a dia nas mais diversas situações, passando pelo tratamento a dar aos que deixaram de pertencer à seita… Certas regras de conduta, vão até interferirem na própria vida privada e íntima dos fiéis, chegando a roçar algumas delas o ridículo…

 

Deixo aqui algumas interdições que as Testemunhas de Jeová têem como obrigação obedecer. A desobediência constante a alguns destes preceitos, pode originar a expulsão do prevaricador…


 


Proibido celebrar o dia da mãe


Proibido celebrar o dia do pai

 

Proibido celebrar aniversários


Proibido celebrar a véspera ou o dia de ano novo


Proibido celebrar o Natal


Proibido celebrar o Halloween


Proibido celebrar a páscoa


Proibido celebrar qualquer tipo de feriado

 

Proibido brindar


Proibido ser escuteiro

 

Proibido ir “a tropa”

 

Proibido ser policia

 

Proibido ter qualquer tipo emprego que obrigue o porte de uma arma

 

Proibido praticar artes marciais

 

Proibido caçar

 

Proibido ser voluntário em qualquer tipo de organização humanitária ou mesmo contribuir para essas mesmas organizações

 

Proibido unir-se a qualquer organização com laços ao Cristianismo


Proibido assistir as reuniões de turma

 

Proibido candidatar-se à presidente de turma

 

Proibido participar em festas ditas pagas (Natal, Páscoa, São João etc.) na escola

 

Não é proibido, mas é desaconselhado seguir estudos superiores

Proibido qualquer tipo de competição, mesmo no quadro escolar

Proibido o desporto a nível profissional


Proibido receber prendas de pessoas com laços ao espiritismo

Proibido saudar a bandeira


Proibido cantar o hino nacional


Proibido a filiação a um partido político e participar em campanhas partidárias.


Estritamente proibido votar nas eleições (seja elas quais forem), ou participar em referendos

 

Proibido doar sangue


Proibido aceitar sangue

Proibido armazenar seu próprio sangue antes de uma operação


Proibido comer alimentos com sangue


Proibido divorciar-se, a não ser em caso de adultério


Proibido atirar arroz em casamentos


Proibido dizer quando alguém espirra "Deus te abençoe" ou "viva " etc.

 

Proibido usar expressões tais como "Minha Nossa!", "Cruz”, “Credo!" etc.


Proibido dizer "que sorte" ou desejar a alguém que tenha sorte


Proibido dizer "foi o destino"

 

Proibido retribuir felicitações festivas (apenas um “obrigado” é permitido)

 

Proibido jogar na loteria

 

Proibido comprar rifas

 

Proibido uma mulher ocupar um cargo de responsabilidade dentro da seita

 

Proibido uma mulher rezar em voz alta na presença de homens, sem cobrir a cabeça


Proibido usar ou possuir uma Cruz


Proibido associar-se regularmente com não crentes


Proibido associar-se com membros expulsos ou que quiseram sair de livre vontade


Proibido falar com ex-Testemunhas de Jeová e nem um “olá” deve-lhes ser dirigido


Proibido processar outra Testemunha de Jeová

 

Proibido namorar com um não crente


Proibido casar com um não crente

 

Proibido entrar em igrejas quando estiver a decorrer alguma cerimónia religiosa


Proibido casar numa outra religião ou assistir a um casamento numa outra Igreja


Proibido assistir a uma cerimónia fúnebre de uma outra religião


Proibido estudar outros artigos religiosos, a não ser apenas os editados pela seita


Proibido ler informações contraditórias às doutrinas da seita


Proibido questionar qualquer doutrina do movimento


Proibido associar-se com vizinhos “do mundo” (leia-se que não pertencem a seita)

 

Proibido ser sindicalizado


Proibido a participação em greves ou actos políticos


Proibido a prática de ioga, ou qualquer tipo de meditação oriental

 

Proibido ler o horóscopo

 

Proibido ser hipnotizado

 

Proibido usar amuletos

 

Proibido contar histórias que envolvam “seres do além” (fantasmas, espíritos, etc.)


Proibido usar t-shirts de clubes de futebol ou mesmo da selecção

 

Proibido ser fã de algum artista (seja ele actor, cantor etc.)

 

Proibido ter pósteres de algum ídolo


Proibido certas posições no acto do coito


Proibido o sexo anal e oral

 

Proibido a masturbação

 

Proibido ver filmes eróticos

 

Proibido ver filmes pornográficos


Proibido o homem cumprimentar outra mulher com um beijo na face (mesmo no seio da seita)


Proibido ouvir música “Heavy Metal”

 

Proibido frequentar discotecas


Proibido ver filmes de terror


Proibido usar saia curta


Proibido usar uma blusa transparente

 

Proibido o homem pintar o cabelo

 

Proibido usar barba

 

Proibido ter tatuagens

 

Proibido usar qualquer tipo de cabelo comprido (se for do sexo masculino)


Proibido usar brinco (homem)

 

Proibido o uso de piercing

 

Proibido fumar


Proibido ser cantor/a


Proibido ser actor/a

 

Proibido ser bailarino


Proibido dar entrevista falando em nome das Testemunhas de Jeová, sem autorização dos superiores da seita

 

Proibido ter um site ou blogue para divulgar a doutrina Jeovista

 

Proibido visitar sites ou blogues de outras religiões, ou qualquer um que conteste os ensinamentos Jeovistas (pelos vistos, este é um deles!)

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publicado por Justiceiro, em 06.07.11 às 17:30 | |

 

Quando afirmamos a uma Testemunha de Jeová que o seu movimento religioso é uma seita, a mesma além de não concordar (o que até me parece normal visto a manipulação mental exercida sobre ela), fica irritada, agindo de forma pouco racional. Muitas vezes nem sequer sabe qual a definição da palavra “seita” e o único argumento que encontra (e parece ser o único que aprendeu), é que não são uma seita porque tão simplesmente não seguem a homens e seus mandamentos…

 

Ora o "Dicionário Priberam da Língua Portuguesa" dá a seguinte definição da palavra seita:

"(latim secta, -ae, caminho, linha de conduta, princípios, escola filosófica)

Grupo que segue uma doutrina que deriva ou diverge de uma religião".

 

De onde surgiram as Testemunhas de Jeová?


O movimento religioso começou na cidade de Allegheny, Pensilvânia, Estados Unidos da América, por volta de 1870. O seu criador chamava-se Charles Taze Russell, um comerciante, nascido naquela cidade a 16 de Fevereiro de 1852. Ele foi criado como Presbiteriano, mas afiliou-se à Igreja Congregacional. Desapontado com as religiões, perdeu a sua fé na Bíblia. Uma noite, em 1869, assistiu a um culto numa Igreja Adventista e recuperou a fé.  Formou um  grupo independente de estudo e, em 1877, associou-se a Nelson Barbour, um Segundo Adventista, com o qual passou a produzir publicações, separando-se dele (por divergências de ponto de vista) cerca de dois anos depois.  Em 1879, começou a publicar a revista WatchTower, a qual, mais tarde, se tornaria  a conhecida “A Sentinela”. O Pastor Russell, entre outras coisas, era adepto de piramidologia, simpatizante da maçonaria e extraiu alguns de seus conceitos da astrologia e dos cálculos de um inglês chamado John Acquila Brown , sobre o “fim do mundo”. Ele escreveu diversos livros durante a sua vida, nenhum dos quais é hoje publicado. Os seguidores do Pastor Russell chamavam-se inicialmente ‘Estudantes da Bíblia’, tendo adquirido o nome “Testemunhas de Jeová” apenas a partir de 1931. Estudiosos de religião consideram o movimento “Testemunhas de Jeová” como derivado do Segundo Adventismo e do ‘Millerismo’ do século 19.

(Fonte: Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus  (1993), cap. 5 e Apocalypse Delayed – M. J. Penton (1985), parte I)

 

Russell foi criado na Igreja Presbiteriana, depois filiou-se na Igreja Congregacional, e, finalmente, restaurou a sua fé com os Adventistas, "sob a orientação de Deus", nas próprias palavras dele. É bem inteligível que os inicialmente Estudantes da Bíblia (agora Testemunhas de Jeová), foram uma facção de outros grupos religiosos.

 

O que dizer então sobre o raciocínio das Testemunhas de Jeová que as mesmas não seguem a homens?


A liderança das Testemunhas de Jeová é garantida a partir da sua Sede, fundada em Brooklyn, Nova Iorque nos Estados Unidos da América. A designação legal da mesma é a “Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania”, em Português: “Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia” ou tão simplesmente como os fiéis lhe chamam: “a Sociedade”. As Testemunhas de Jeová são dirigidas por um grupo de pouco mais de meia dúzia de homens, que se apelidam de “Corpo Governante” (não existe na bíblia tal termo). Esse órgão central de homens é responsável pelas actividades mundiais das Testemunhas de Jeová em redor do mundo inteiro. Eles auto-intitulam-se de “Escravo Fiel e Discreto”, também professam ser “orientados por Deus” e dizem ser “Divinamente inspirados”.

 

O livro “Poderá Viver para sempre num Paraíso na Terra” página 195, diz o seguinte:

“A organização visível de Deus hoje também recebe orientação e direcção teocráticas.

 

"A Sentinela” de 1 de Janeiro 1974“ também menciona: (…)

“Só a Organização de Jeová em toda a Terra é dirigida pelo Espírito Santo. Ela é a única para a qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um lacrado, a única Organização na Terra que compreende as “coisas profundas de Deus.

 

Todos os ensinamentos da seita são criados por este conjunto de pessoas e todas as suas inúmeras leis internas são costuradas por eles, tendo o Corpo Governante o poder de comandar a vida e o destino de cerca de 7 milhões de fiéis. Nenhuma Testemunha de Jeová tem o direito de duvidar das doutrinas criadas por este grupo, sobe pena de ser expulsa da seita. A obediência total e incondicional é uma obrigação. Todos os membros seguem o Corpo Governante cegamente por acreditarem que tais doutrinas veêm directamente de Jeová.

 

“A Sentinela” de 1 de Fevereiro de 1940 (em inglês), diz o seguinte sobre essa matéria:

 “Nós resolvemos obedecer todos as instruções da Torre de Vigia,sabendo que tal procede dos altos poderes de Jeová Deus e Jesus Cristo. Nós resolvemos ser completamente obedientes a Sociedade como parte visível da grande teocracia".

 

Seguem as Testemunhas de Jeová a homens? A resposta é demasiado óbvia para ser respondida!

Mas sobre serem ou não uma seita, vou deixar que a Sociedade Torre de Vigia responda a essa pergunta através das suas próprias publicações…

 

“A Sentinela” de 15 de Fevereiro de 1994 p. 4 sobe o tema: “O que são seitas?”

 “As seitas são interpretadas como grupos religiosos dotados de conceitos e práticas radicais que se chocam com o que é hoje aceite como comportamento social normal (...) Os membros de seitas muitas vezes se isolam dos amigos, da família e até da sociedade em geral. Dá-se isso com as Testemunhas de Jeová” (…)?

 

“A Sentinela” de 15 de Dezembro de 1981 p. 19 “Como encarar a desassociação”

(...)“Os que se tornam ‘não dos nossos’ por deliberadamente rejeitarem a fé e as crenças das Testemunhas de Jeová devem ser encarados e tratados apropriadamente como aqueles que foram desassociados por causa duma transgressão” (...)

 

“A Sentinela” de 4 de Janeiro de 1983 p. 31,32 na secção “Perguntas dos Leitores”

(...)”Outra espécie de falta pode ser sentida pelos avós cristãos leais, cujos filhos foram desassociados. Talvez se tenham acostumado a visitar os filhos regularmente, dando-lhes oportunidade de se deleitarem com os netos. Agora os pais foram desassociados por rejeitarem as normas e os modos de proceder de Jeová. De maneira que as coisas não são mais as mesmas na família. Naturalmente, os avós terão de decidir se alguns assuntos familiares necessários exigem contato limitado com os filhos desassociados. E poderão fazer, às vezes, que os netos os visitem”.

 

“Nosso Ministério do Reino” de Agosto de 2002 (Pequeno Jornal interno de acesso restrito e exclusivo para os membros baptizados)

 (...) "Evitamos também o convívio social com quem foi expulso. Isso significa que não vamos com ele a piqueniques, festas, jogos, compras, ao cinema, nem tomamos refeições com ele, quer em casa quer num restaurante.
A Sentinela de 15 de Dezembro de 1981, na página 21, diz: “Um simples ‘Oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?


(...) Fica por conta dos membros da família decidir até que ponto o parente desassociado precisa ser incluído quando tomam as refeições ou cuidam de outras actividades domésticas. Mesmo assim, devem evitar dar a impressão aos irmãos com quem se associam de que nada mudou depois da desassociação.


(...) Depois de ouvir um discurso numa assembleia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembleia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaria mais com ela, a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contacto.


(...) Se o marido for desassociado, a esposa e os filhos não se sentirão à vontade se ele dirigir um estudo bíblico familiar ou liderar na leitura da Bíblia e na oração. Se ele quiser proferir tal oração, como numa refeição, tem o direito de fazer isso na sua própria casa. Mas eles poderão fazer calados as suas próprias orações a Deus".


“Nosso Ministério do Reino” de Março de 1971 p. 2 
(...) “Se alguns continuarem uma associação que não é absolutamente necessária com o membro da família desassociado, que mora fora do lar, a comissão deverá amorosamente ajudá-los...Desrespeito persistente à instrução da Bíblia de ‘cessar de manter convivência’ com tal pessoa pode levar à desassociação”.

 

"A Sentinela" de 15 de Março de 1986 p. 18 “Não dê margem ao Diabo!”

Alguns dos que têm atitude crítica afirmam que a organização de Jeová é estrita demais na questão de cortar os contactos sociais com pessoas desassociadas. (2 João 10, 11) Mas, por que acham isso tais críticos? Será que têm vínculos familiares íntimos ou uma lealdade errónea a um amigo, que eles colocam à frente da lealdade a Jeová, e às Suas normas e aos Seus requisitos?”

 

“A Sentinela” de 15 de Janeiro de 1971 p. 63 “Perguntas dos Leitores”
(...) “Precisamos manter claramente destacado o fato de que não poder o desassociado gozar da companhia dos seus parentes cristãos não é culpa destes, como se o negligenciassem. (...) os cristãos fiéis têm a obrigação de manter de pé a acção de desassociação por evitarem a associação com o desassociado. Se este for parente que não mora na mesma casa, procurarão não ter associação nenhuma com ele”.

 

No livro “Proclamadores” cap. 13 p. 183 “Somos reconhecidos pela nossa conduta”
“A partir de 1961, quem quer que desconsiderasse esse requisito divino, aceitando transfusão de sangue, e manifestasse uma atitude impenitente seria desassociado da congregação das Testemunhas de Jeová”.

 

“A Sentinela” de 15 de Fevereiro de 1984 p. 4 “O que são seitas?” 
“Seita é um grupo ou movimento que demonstra excessiva devoção a uma pessoa ou ideia...
Sua devoção a um autoproclamado líder humano é provavelmente incondicional e exclusiva. Com frequência, tais líderes se jactam de terem sido divinamente escolhidos”.

 

“A Sentinela” de 15 de Março de 1998 p. 10-11 “Escravos de homens ou servos de Deus?”
Definiu-se “seita” como “grupo que adere a uma doutrina distintiva ou a um líder”. De forma similar, os pertencentes a um “culto” têm “muita devoção a uma pessoa, a uma ideia ou a uma coisa”.

 

“A Sentinela” de 15 de Agosto de 1981 p. 19 “Precisamos de ajuda para entender a Bíblia?”
“Uma vez que verificamos qual o instrumento que Deus usa como seu “escravo” para distribuir o alimento espiritual ao seu povo, Jeová certamente não se agradará se recebermos este alimento como se pudesse conter algo prejudicial. Devemos ter confiança no instrumento que Deus usa. Na sede de Brooklyn, donde emanam as publicações bíblicas das Testemunhas de Jeová, há mais anciãos cristãos maduros, tanto do “restante” como das “outras ovelhas”, do que em qualquer outra parte da terra.”

 

“A Sentinela”83 de 15 de Julho de 1983 p. 27 “Armados para a luta contra espíritos iníquos”
“Podemos realmente passar sem a orientação da organização de Deus? Não, não podemos.”

 

“A Sentinela” de 15 de Março de 1996 p. 16-17 “Como passar na prova da lealdade”

“Passamos agora a tratar do assunto de se ser leal à organização visível de Jeová. Nós certamente devemos lealdade a ela, inclusive ao "escravo fiel e discreto", por meio de quem a congregação cristã é alimentada espiritualmente. (Mateus 24:45-47) Suponhamos que apareça nas publicações da Torre de Vigia algo que não entendemos ou com que não concordamos no momento. O que faremos? Ficar ofendidos e abandonar a organização? Isto foi o que alguns fizeram... De modo que a lealdade inclui esperar até que o escravo fiel e discreto publique entendimento adicional.”

 

“A Sentinela” de 15 de Fevereiro de 1994 p. 7 “São as Testemunhas de Jeová uma seita?”
“É precisamente devido a essa estreita aderência aos ensinos bíblicos que não se encontra entre as Testemunhas de Jeová a veneração e a idolatria de líderes humanos, tão características das seitas hoje em dia. Elas rejeitam a ideia duma distinção entre uma classe clerical e outra leiga.” A mesma “Sentinela” diz o seguinte na página 2: “Sabe-se que os líderes de seitas utilizam métodos manipuladores para controlar a mente de seus seguidores. Há qualquer evidência de que as Testemunhas de Jeová fazem isso?

 

Depois dos textos supra citados, podemos afirmar que não existe qualquer tipo de coerência nas publicações da Torre de Vigia. Por todos os factos evidenciados, as Testemunhas de Jeová são realmente uma seita. Vivem num mundo aparte, afastando-se da sociedade em geral, regem-se com leis próprias e todos aqueles que não seguirem à risca as suas doutrinas, estão condenados à expulsão, sujeitando-se assim a severas consequências. Para mim, não será difícil afirmar que além de serem uma seita, as Testemunhas de Jeová (inconscientemente) tornam-se perigosas para elas próprias e para quem as rodeia…

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